Comportamento organizacional

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 8 (1846 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 15 de maio de 2011
Ler documento completo
Amostra do texto
2 - ALUCINAÇÕES
Alucinação é a percepção real de um objeto inexistente, ou seja, são percepções sem um estímulo externo. Dizemos que a percepção é real, tendo em vista a convicção inabalável que a pessoa manifesta em relação ao objeto alucinado, portanto, será real para a pessoa que está alucinando.
Sendo a percepção da alucinação de origem interna, emancipada de todas variáveis que podemacompanhar os estímulos ambientais (iluminação, acuidade sensorial, etc.), um objeto alucinado muitas vezes é percebido mais nitidamente que os objetos reais de fato.
Tudo que pode ser percebido pode também ser alucinado e isso ocorre, imaginativamente, com maior liberdade de associações de formas e objetos. Na alucinação, por exemplo, um leão pode aparecer de asas, ou um caracol que cavalga umouriço. O indivíduo que alucina pode ter percebido isoladamente cada umas das formas e, mentalmente, combinado umas com as outras.
As alucinações podem manifestar-se também através de qualquer um dos cinco sentidos, sendo as mais freqüentes as auditivas e visuais. O fenômeno alucinatório tem conotação muito mais mórbida que a Ilusão, sendo normalmente associado à estados psicóticos que ultrapassam asimplicidade de um engano dos sentidos. Na Alucinação o envolvimento psíquico é muito mais contundente que nos estados necessários à Ilusão.
Segundo o modelo organodinâmico, as alucinações podem surgir quando fracassam os mecanismos de integração das estruturas psíquicas com os sistemas perceptivos e sensitivo. Trata-se de uma desestruturação do campo da consciência e do próprio ser consciente,cujas necessidades subjetivas superam a realidade objetiva. Por causa disso há necessidade de construção de uma nova realidade, a qual, defensivamente, se constitui de alucinações várias com o propósito de atender um psiquismo exigente. As alucinações com estas características, ou seja, aquelas originadas de um dinamismo psíquico desestruturado, porém, não necessariamente psicótico, têm sidoconsideradas por alguns como uma espécie de Mecanismo de Defesa do Ego extremamente patológico.
A partir da idéia de Alucinações como um Mecanismo de Defesa extremamente patológico, autores mais ousados acreditam que, de um modo geral, as alucinações seriam uma espécie de defesa do ser social ante uma cultura esquizofrenizante; uma tentativa de criação de um mundo próprio de sons e imagens queenriqueceriam a personalidade. Esse malabarismo ideológico tem se mostrado apenas um alinhavo retórico ficcioso de conteúdo pouco científico e muito duvidoso. A loucura, com suas alucinações, sempre existiu em todas as épocas e em todos os lugares na civilização humana, fato que deveria sugerir, então, nunca ter existido uma cultura não-esquizofrenizante.
O fenômeno alucinatório, sem nenhuma sombra dedúvida, é um acontecimento extremamente mórbido, doentio, patológico, alienante e causador de grandes sofrimento tanto para quem alucina quanto para aqueles que com ele convivem. Tal ocorrência jamais poder ser entendida como algo benéfico e produtor do crescimento da personalidade. Em se tratando de um tipo de Mecanismo de Defesa da personalidade extremamente patológico, por se tratar de algo"extremamente patológico", poderíamos suspeitar do enorme grau de desestruturação psíquica do ser que alucina.
As alucinações não podem ser consideradas patognomônicas desta ou daquela psicopatia, não são exclusivas de nenhum transtorno mental específico, porém, de um modo geral, estão estatisticamente mais associadas às ocorrências psicóticas, notadamente à Esquizofrenia. Para o iniciante na lide com aDoença Mental, tem sido incontrolável a tendência em argumentar com o paciente que alucina, através de elementos da lógica, num esforço racional para demover do paciente este distúrbio. A possibilidade de se suprimir uma alucinação através da argumentação sensata é decididamente nula e, caso isso aconteça, não estaremos diante de uma alucinação genuína, mas de um engano sensorial. A alucinação...
tracking img