Tecnologia de alimentos

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Revista de Biologia e Ciencias da Terra
Universidade Estadual da Paraíba
revbiocieter@yahoo.com.br

ISSN (Versión impresa): 1519-5228
BRASIL

2007
Hofsky Vieira Alexandre / Rossana Maria Feitosa de Figueirêdo / Alexandre José de
Melo Queiroz
ISOTERMAS DE ADSORÇÃO DE UMIDADE DA PITANGA EM PÓ
Revista de Biologia e Ciencias da Terra, primer semestre, año/vol. 7, número 001
UniversidadeEstadual da Paraíba
Campina Grande, Brasil
pp. 11-20

Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe, España y Portugal
Universidad Autónoma del Estado de México
http://redalyc.uaemex.mx

REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA

ISSN 1519-5228

Volume 7- Número 1 - 1º Semestre 2007

Isotermas de adsorção de umidade da pitanga em pó1
Hofsky Vieira. Alexandre2, RossanaMaria Feitosa de Figueirêdo3, Alexandre José de Melo Queiroz3

RESUMO
Este trabalho foi realizado com o objetivo de se determinar as isotermas de adsorção de umidade da
pitanga em pó. A pitanga em pó foi produzida pelo processo de secagem em camada de espuma, a
70ºC, tendo como facilitadores da secagem um emulsificante/estabilizante e um espessante. Os
dados experimentais foram obtidos por meiodo método gravimétrico estático nas temperaturas de
10, 20, 30 e 40°C, com nove tipos de soluções saturadas de sais. Os modelos matemáticos de Peleg,
GAB e Oswin foram ajustados aos dados experimentais. A pitanga em pó demonstrou alta
higroscopicidade e as amostram atingiram o equilíbrio higroscópico entre 2 e 30 dias. Os modelos
de Peleg e GAB produziram ajustes satisfatórios, com o modelo dePeleg resultando nos melhores
parâmetros de ajuste (R2>0,98 e P0.98 and
P0,2338, as umidades de equilíbrio diminuem
com o aumento da temperatura indicando que a
pitanga em pó torna-se menos higroscópica.
Este comportamento é similar ao reportado por
PARK et al. (2001) ao estudarem o
comportamento da umidade de equilíbrio em
pêra desidratada, em função da atividade de
água. Constata-seainda que as umidades de
equilíbrio máximas atingidas nas diferentes
temperaturas variaram entre 69,66 e 88,92%
b.s., sendo muito superiores ao valor
determinado por GOMES et al. (2002) para a
acerola em pó que foi de aproximadamente 25%
b.s em temperaturas de 20 a 30oC, significando
que a pitanga em pó é um produto muito
higroscópico necessitando de embalagem
impermeável
quando
submetidaao
armazenamento nestas temperaturas.

Tabela 3 - Valores experimentais da umidade de equilíbrio (Ueq) da pitanga em pó em função da atividade de água (aw),
nas temperaturas de 10, 20, 30 e 40oC.
Temperatura
10ºC
20ºC
30ºC
40ºC
aw
Ueq (%b.s.)
aw
Ueq (%b.s.)
aw
Ueq (%b.s.)
aw
Ueq (%b.s.)
0,2338
21,34
0,2311
21,32
0,2161
23,76
0,2040
23,43
0,3347
26,04
0,3307
24,720,3244
26,41
0,3160
24,94
0,4314
38,66
0,4316
26,69
0,4317
30,89
0,4320
30,89
0,5736
44,52
0,5438
30,88
0,5140
32,89
0,4842
33,05
0,6215
47,47
0,5914
32,81
0,5603
34,84
0,5317
35,21
0,7567
64,48
0,7547
51,63
0,7509
47,75
0,7468
48,34
0,8206
73,94
0,8134
57,21
0,8063
59,53
0,7991
59,72
0,8677
88,92
0,8511
69,66
0,8362
63,51
0,8232
63,04
0,970876,07
0,9589
74,77

Tem-se na Tabela 4 os valores dos
parâmetros dos modelos de Peleg, GAB e
Oswin, ajustados às isotermas de adsorção de
umidade da pitanga em pó, os coeficientes de
determinação (R2) e os desvios percentuais
médios (P), nas temperaturas de 10°C, 20°C,
30°C e 40°C. Observa-se que os modelos de
Peleg e GAB apresentaram valores de R2 acima
de 0,97 e os menores valores de Pem todas as
temperaturas estudadas. SILVA et al. (2005)
encontraram valores de R2 acima de 0,99 para o
modelo de GAB ajustado as isotermas de
adsorção de cajá em pó nas temperaturas de 10 a
50oC.
Comparando-se o modelo de Peleg com
o de GAB, verifica-se, ainda, que o modelo de
Peleg apresentou os maiores valores de R2 e os
menores valores de P, indicando melhor
estimativa das isotermas...
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