Protagonismo

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O PROTAGONISMO ENQUANTO ESTRATEGIA DO EDUCADOR.
Wagner de Oliveira Thomaz
Conselheiro Tutelar no município de Jandira, graduado em Psicopedagogia no ano de 2008, e mestrando pelo Centro Universitário FIEO.
E-mail: wagnerot@ig.com.br


O PROTAGONISMO.
Acredito que muito mais do que dizer do ponto de vista teórico oque é protagonismo é necessário descrever as experiências dos adolescentes e suas relações com o mundo. Neste contexto por meio de um relato de experiência vivenciado no município de Jandira entre um educador e um educando nos possibilite extrairmos uma concepção mais emancipadora, além de nos permitir problematizar as praticas constituídas a partir do enunciado do protagonismo nas ações comcrianças e adolescentes nos mais variados projetos de educação e participação social, nas esferas do Estado e das organizações não governamentais. O conceito de protagonismo “ emerge de textos e documentos legais de organismos internacionais e de projetos de organizações não governamentais, a partir da segunda metade da década de 1980, o protagonismo juvenil abrange diferente ações que tem comoatores os próprios jovens ( CALIL,Stamato, 2008, pg. 03).
Se tratando do surgimento deste conceito a partir de praticas e de uma realidade social da juventude é fundamental para o educador numa sociedade Capitalista sobre tudo no contexto atual que tudo se volta para o consumo compreender a perspectiva da ação de adolescente nos contextos das relações humanas.
Descobri na práxis, em meutrabalho com esse público, que ao educador cujo projeto pedagógico é a construção de espaços de participação de adolescentes é necessário descobrir quais são as energias que movem esses adolescentes na vida e no cotidiano, quais são seus sonhos e desejos. Desvio, indisciplina e agressividade, e outras reações dos adolescentes, podem ser pedidos de socorro, estratégias de sobrevivência e devem sermobilizados para um projeto político pedagógico. Entretanto na historia sempre houve nas praticas pedagógicas uma intencionalidade de responsabilização do menor “ responsabilizando-o de alguma forma, por sua sina e classificando pelos rótulos de marginais, trombadinha, delinquente, abandonado” (SOUZA Neto, 2009). Estas praticas não reconhecem o desvio enquanto uma resistência a este modelo produzidopela sociedade, mas sim como uma manifestação de ameaça a ordem social.
Neste trabalho discutimos o enunciado e a pratica do protagonismo, como proposta de ocultar as desigualdade sociais, escamotear as relações históricas da classe dominante com a classe subalterna. Atualmente o discurso do protagonismo se alimenta da prerrogativa de mercadoria, pois potencializar os chamados excluídos dasociedade é uma possibilidade de potencializa-los para a manutenção do mercado, é por isto que o mesmo adentra as praticas sociais pela via da educação, sendo ela aplicada no contexto da escola, bem como nos espaços fora da escola enquanto proposta de potencializar a participação do jovem, do adolescente em um modelo neoliberal.
Referente aos adolescentes em situação de vulnerabilidade, onde envolve oluto, o abandono “ a criança e o adolescente têm necessidade de compreender o porquê de sua situação, para que não se se sintam culpados e abandonem o protagonismo de suas biografias. Um bom formador poder ajudar. ( Souza Neto, 2007). É por esta perspectiva que este trabalho tende retratar e problematizar neste relato de experiência o enunciado do protagonismo enquanto processo de emancipação eautonomia, porém é necessário abandonar a palavra protagonista para assumirmos o engajamento do sujeito na autoria de uma outra historia, transformando a sua vida e buscando por meio deste engajamento transformação do mundo.
É na biografia de cada um, que está o sentido da existência, é a partir dela que se constitui a relação que dualiza a realidade opressor e oprimido, portando ao educador...
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