Protagonismo infantil

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Protagonismo infantil: co-construindo significados em meio ás práticas sociais
Sergio Fernandes Senna Pires
Angela Uchoa Branco
Universidade de Brasília, Brasília-DF, Brasília.

Resumo: Neste artigo discutem-se as conceituações de protagonismo infantile as possibilidades de participação das crianças na sociedade, diante das praticas sociais relacionadas a institucionalização da infância e á separação entre crianças e adultos. A partir da construção social do conceito da infância, baseado na pressuposição da incapacidade e da incompletude infantil analisa-se os possíveis níveis de participação infantil no processo decisório. Conclui-se que emabordagem sócio-historico-cultural permite compreender como o desenvolvimento do conceito de infância e a adoção de outros critérios poderá promover maior aproximação entre crianças e adultos e suas formas de compartilhar projetos, responsabilidades e compromissos.
Palavras-chaves: Participação infantil, Protagonismo infantil. Conceito de infância. Visibilidade.
Protagonismo ou participaçãoinfantil?
Processos decisórios e visibilidade em questão.
Ao referir-se á forma como os adultos de inicio do século XX entendiam a infância, com toda a propriedade, Korczak (1919/1984, p.95) aborda um dos elementos centrais quando se trata de assumir um papel de protagonismo em que um contexto social.
E a nossa abordagem de infância, não será reveladora do egocentrismo do adulto?Educadores nas escravaturas, incapazes de transformar a vida como poderíamos dar liberdade aos nossos filhos Deveríamos em primeiro lugar, libertar-nos das nossas próprias amarras.
O paradoxo como qual iniciamos este artigo (como um servo de conceder liberdade?) será abordado tomando-se em conta a necessidade de estudarmos o protagonismo infantil, seus possíveis significados níveis de exercícios e asperspectivas que promovem ou restringem as suas possibilidades
O que vem ser protagonismo infantil? Existem diferenças entre protagonismo e participação? Considerando-se as praticas sociais associadas á infância sua institucionalização, separação do ‘mundo adulto’, será possível promover a participação real das crianças? Que nível de participação é possível? Estas são questões que nortearam aelaboração deste artigo.
Apesar da polemica em relação ao emprego dos termos participação e protagonismo, parece haver duas vantagens obvias quanto a utilização preferencial da palavra participação. A primeira se refere a facilidade do emprego do vocabulário por crianças, uma vez que, em uma primeira analise, a palavra participação é um termo de uso ocorrente na língua portuguesa. A segundavantagem se refere á a maior facilidade para explicar o que é participação( com o significado de protagonizar) para as crianças, no contexto de propagandas ou campanhas que visem promover o seu envolvimento nos processos decisórios para transformações sociais.
Shier(2001) explica que Hart dividiu suas oito categorias de participação em dois grupos: as três primeiras são aquelas em que se podeconsiderar uma efetiva participação infantil. Consistem na manipulação, na memorização e no envolvimento simbólico. As cincos categorias restantes agrupam os elementos da participação e suas denominações, destacando a variação da iniciativa da proposta e da condição das ações.
Apesar de apresentar aspectos teóricos relevantes para a reflexão a cerca da participação infantil, entendemos que acategorização hierarquia, necessariamente, não reflete a realidade do exercício da participação por parte das crianças, o que já vem sendo apontado por diversos atores (kirby, Lanyon, Croni,& Sinclair,2003; Shier, 2001; Sinclair, 2004). Alem disso, confundir participação (Em uma versão radicalmente protagônica) com predominância seria cometer erro semelhante a o de um sistema cujos processos...
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