O enfrentamento do problema do crack no contexto da saúde publica

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 3
2 O Enfrentamento do Problema do Crack no Contexto da Saúde publica 4
2.1 O Perfil do Usuário de Crack 5
2.2 Ações e politicas Institucionais Realizados Para o Enfrentamento do Crack no âmbito da Saúde Pública 7
Conclusão 8
Referências 9
INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem como finalidade de comentar um importante tema que é o enfrentamento do problema do crackno contexto da saúde pública. Através de uma produção textual acerca de pesquisas de ações e políticas institucionais que são realizadas para o enfrentamento do crack no âmbito de saúde pública, e por meio de entrevistas realizadas com profissionais que atendem no Serviço de Saúde Pública.




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2 O Enfrentamento do problema do CRACK no contexto da Saúde Pública:

Os investimentos empolíticas públicas de enfrentamento são recentes, iniciaram nos anos 2000 e esse é um dos motivos da desarticulação no tratamento dos dependentes químicos. “O preconceito em relação ao tratamento”, segundo Marcelo Ribeiro de Araújo ( Psiquiatra ) , também contribuiu para a desarticulação, porque ainda existem pessoas que acham que “passar a borracha” nos usuários é a melhor solução para acabar com asdrogas.
O grande desafio ainda é se tratar o crack como problema de saúde pública, a além disso tratá-lo de forma efetiva e integrada.
Ainda no Governo de Fernando Henrique Cardoso, foi introduzida a primeira política de drogas, entretanto as políticas públicas passaram a se estruturar em 2003, e estão em ascensão desde a criação dos Centros de Psicossocial – álcool e drogas (CAPS AD)


Perfildo usuário de crack

De acordo com uma publicação na edição de novembro Caderno de Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública( Ensp/Fiocruz), reconhecer o perfil da população usuária de crack que busca atendimento no sistema público de saúde, de forma contribuir para futuros planejamentos na área. A pesquisa evidencia a existência de algum tipo de seleção para o acesso de usuários de crackaos serviços do SUS, caracterizado por específicidades relacionadas a renda e escolaridade.
Os pacientes passaram por entrevistas compostas por um questionário padronizados além de inventários para diagnósticos de dependência e abusos de drogas ilícitas, sendo estes participantes Caps-AD ( Centro de Atenção Psicosocial/Álcool e Drogas). Os resultados indicam predominio de pacientes do sexomasculino, jovens adultos com escolaridade fundamental e que embora não tenham ocupação regular afirmam não ter renda indívidual. Grande parte faz uso frequente e pesado da droga a mais de um ano e se encaixa em critérios para dependência e abuso do crack. O estudo também revela predominio de individuos solteiros, que não coabitam com companheiro/a e vivem em habitações com duas ou quatro pessoas.Somente 5,3% dos usuários mora sozinho e nenhum afirmou estar em condições de rua. A maioria que possui filhos (72,5%) afirmou não morar com eles.
A cada episódio de consumo, o número de pedras foi igual ou superior a 10 em 69,5% dos casos e as substâncias mais usadas antes do crack ou juntamente com a droga foram a nicotina o álcool e a maconha, respectivamente, sendo que esta última foi, entre astrês, a substância com o menor percentual de usuários que desejam cessar o consumo( 24%). De acordo com os estudiosos os estudos de base comunitária, ao contrários dos artigos que descrevem usuários em atendimento, revelam uma quase totalidade de usuários de crack composta por homens muito jovens pobres, analfabetos e de famílias desestruturadas, indicando diferenças no perfil sócio econômico dosusuários de acordo com o tipo de pesquisa realizadas.
“ As diferenças em relação aos estudos de base comunitária sugerem algum tipo de seleção para o acesso de usuários de crack ao serviço do SUS, como parece ocorrer em outras áreas” afirmam os pesquisadores. Diante dos resultados, os estudiosos atentam para necessidade de maior acesso aos usuários de crack aos serviços do SUS, uma vez que...
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