Staphylococcus

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  • Publicado : 27 de maio de 2012
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Staphylococcus epidermidis


Staphylococcus epidermidis espécie pertencentes à categoria dos estafilococos coagulase-negativos (CNS), mais freqüentemente encontrados na microbiota anfibiôntica ou como causa de infecções em seres humanos. S. epidermidis é a espécie que predomina na pele e nas mucosas de indivíduos normais, esta dominância esta provavelmente relacionada à sua capacidade deproduzir bacteriocinas ativas contra outras bactérias Gram-positivas.
O S. epidermidis tornou-se, nas ultimas décadas, um importante agente de infecções hospitalares. Entre os múltiplos fatores que podem ter contribuindo para isto está a sua reconhecida capacidade de formar biofilme em superfícies de polímeros.
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Figura 1: Staphylococcus epidermidis


Fatores de virulênciaO Staphylococcus epidermidis não apresenta um grande arsenal de enzimas e toxinas e, por conta disso, o curso das infecções tende a ser subagudos ou mesmo crônico. S. epidermidis como patogeno, esta relacionado à sua capacidade de aderir a superfícies de polímeros, formando biofilme.








• Toxinas
As mostras de S. epidermidis podem produzir δ-toxina uma hemolisinacodificada pelo gene hld (delta hemolysin), localizado no lócus cromossômico. Acreditasse que essa toxina também participa da formação de biofilme.


• Enzimas
Algumas enzimas extracelulares já foram identificadas em S. epidermidis, mas sua participação na virulência deste microorganismo ainda é especulativa. Duas proteínas com atividades de elastase foram descritas. Uma delas, a cisteínaprotease, apresenta capacidade de degradar proteínas e componentes do sistema imune do hospedeiro, podendo ser considerada um fator de virulência. A segunda uma metaloprotease extracelular SepA, já teve seu gene identificado e seqüenciado, é responsável por atividade proteolítica extracelular.


• Biofilme
O biofilme produzindo por S. epidermidis pode ser considerado o seuprincipal fator de virulência. Além de funcionar como um reservatório de bactérias estrategicamente posicionadas, o biofilme dificulta a penetração e difusão de antimicrobianos e dos elementos de defesa do organismo.


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Figura 2: Etapas da formação de biofilme por S. epidermidis sobre superfície de um polímero implantado no vaso sanguíneo do hospedeiro








Aspectos genéticosda virulência


A genética da virulência de S. epidermidis tem sido amplamente estudada com relação à formação do biofilme. Quanto aos outros fatores, muito pouco se conhece. Os genes que codificam as principais proteínas envolvidas na formação do biofilme fazem parte do operon cromossômica. Este consiste de quatro ORFs, e um gene regulatório, ica R, o qual devido a sua localização étranscrito em direção oposta à do operon ica.
Sabe-se que o crescimento bacteriano em condições de anaerobiose, a presença de concentração subinibitorias de antibióticos, tais como a tetraciclina, e situações de estresse ambiental, tais como alta osmolaridade, levam a um aumento da expressão do operon ica.


Regeneração dos genes de virulência
Como todas as bactérias, os estafilococosnecessitam de ferro para o seu crescimento. Porem a disponibilidade dessa molécula no interior do hospedeiro é muito baixa. O S. epidermidis, assim como outros patogenos, utiliza a baixa concentração de ferro como sinal para ativar a expressão de certos fatores de virulência , como toxinas e adesinas. Quando o ferro esta presente, a proteína Fur liga-se região promotora dos genes que regula impedindosua transcrição. Quando os níveis de ferro são baixos, não ocorre a ligação de Fur e os genes são transcritos. Apesar de o gene fur ter sido identificados, pouco se sabe sobre o papel deste mecanismo na regulação dos fatores de virulência em S. epidermidis.
A analise dos fatores de virulência através de técnicas moleculares poderá ajudar a responder questões pendentes sobre a patogênese...
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