Roteiro de estudo - a dor de amar

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  • Publicado : 24 de setembro de 2012
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1) Conceitue a dor de amar ou dor psíquica.
O afeto que resulta da ruptura brutal do laço que nos liga ao ser ou ao objeto amados. Mas não se trata apenas da perda do objeto, mas também da ruptura da fantasia que nos ligava ao nosso eleito. A verdadeira causa da dor não é, portanto, a perda em si do amado – o qual serviu de base para a construção de uma fantasia – mas sim o desmoronamento destafantasia que fora construída. Se perdermos a pessoa do eleito, a fantasia se desfaz e nos sentimos abandonados, com uma pulsão a ser descarregada que, no entanto, está sem alvo para satisfazê-la, portanto, o desejo permanece e a fantasia se desfaz. Assim sendo, falar que a dor psíquica trata do desabamento da fantasia, é afirmar que a dor não resulta da perda física e externa do amado, mas sim deum confronto do sujeito consigo mesmo com relação ao seu eu de cujo interior está transtornado. A partir do momento que o objeto ou a pessoa é amado, estes fazem parte da fantasia construída pelo ego daquele que ama e, portanto, a relação entre a pessoa e o amado causa uma representação de completude ao ego, causando-lhe esvaziamento no momento de perda, o qual lhe causa a dor.

2) Explique quala relação do princípio desprazer/prazer com a dor psíquica?
A dor psíquica não é sinônima de desprazer. Este ocorre no momento da dor. A partir do momento em que há uma perda, ou seja, a dor, a energia pulsional sofre uma alta tensão, em função deste esvaziamento do ego, causando um súbito desprazer. Portanto, o desprazer surge conforme as leis do princípio do prazer, pois deseja-se que apulsão, o desejo seja descarregado, e o desprazer ocorre em função da ausência de um objeto de desejo, pois, na perda, o objeto abandona o sujeito que ama. No momento em que falta o objeto amado ao qual a pulsão é direcionada, o sujeito que sofre procura outros meios de descarregar esta pulsão, de modo a canalizar seu sofrimento. No entanto, a satisfação nunca lhe é completa. Assim sendo, o sujeito podenão só canalizar, como também reagir de outras maneiras, como odiar o objeto amado imediatamente. E é o desprazer que nos mantém humanamente vivos, pois é a partir de uma carência, de um desejo não realizado – esta tensão – que procuramos sempre satisfazê-lo e, por fim, viver.

3) Explique:“A pessoa do amado deixou de ser apenas uma instância exterior, para viver também no interior de nós”. “Oamado é uma parte de nós mesmos, que chamamos de “fantasia inconsciente”.
É extremamente necessária a presença de que o amado esteja vivo, pois este também é um ser desejante e que, por isso, pode me satisfazer. Assim sendo, o sujeito desejado é fantasiado pelo ego do amante. Esta fantasia que é inconsciente não é exclusivamente interna ao indivíduo, mas se localiza justamente na extensão entre ointerno e o objeto amado (externo). Pois o sujeito necessita deste para que construa sua fantasia e organize seu desejo sobre o amado. E, por isso, fala-se que o objeto amado passa a fazer parte de nosso interior, explicando, então, a dor que, na perda, reflete-se a perda de um recurso, uma fantasia, que é interna ao indivíduo que ama.
4) “O que perdemos quando perdemos a pessoa que amamos”?Perdemos uma parte de nós, pois a partir do momento em que fantasiamos e idealizamos o objeto amado e, no fim, o perdemos, temos um pedaço de nosso ego dilacerado. Pois o objeto amado se reflete sobre o sujeito.

5) Qual é a função do analista diante da dor de seu paciente?
O analista deve se apresentar como um outro simbólico sobre o qual, em processo de transferência, é atribuído um novosignificado a partir do desejo do paciente, de modo que a sua dor se acalme e, por fim, que o sujeito em sofrimento realize seu luto e, logo, ressiginifique sua dor.

6) O que é a angústia?
Angústia é uma reação à ameaça de uma possível perda.

7) O que é o pavor?
É o choque e a paralisia, ou seja, a ausência de reação do sujeito perante a perda súbita. Ocorre antes do momento da dor, pois,...
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