Keynesianismo – fordismo

Páginas: 6 (1333 palavras) Publicado: 8 de março de 2013
Keynesianismo – Fordismo
O texto quer propor uma operação de reapropriação operária e antagonista da dinâmica do desenvolvimentismo, desde a época heróica das lutas para a regulamentação da jornada de trabalho até as grandes lutas do “operário-massa” taylorista. A democratização da relação salarial e a distribuição keynesiano-fordista da renda devem ser lidas na perspectiva do desenvolvimentoda sociedade (quer dizer, do espaço público das relações sociais) e não na do Estado (como espaço normativo das relações de dominação). (pág. 59)
Houve uma crise dos modelos desenvolvimentistas e corporativos na perspectiva da crise da forma-Estado Keynesiano-fordista,pode-se dizer que foi um esgotamento, simultâneo, de um dado modelo de desenvolvimento econômico, bem como dos parâmetrosideológicos e da modalidade de intervenção estatal, abrangendo os processos de afirmação do pós-fordismo e sua dinâmica globalizadora. Com essas crises, o Estado, antes interventivo, passa por processos de reforma que inserem-se no amadurecimento global da crise irreversível do modelo de regulação que caracterizou as economias fordistas e as marcadas pelas políticas de industrialização por substituição dasimportações no segundo pós-guerra. (pág. 60, 61)
Como já sabemos o intervencionismo estatal e a regulação keynesiano-fordista afirmou-se historicamente no período entre as duas guerras nos Estados Unidos e na Europa Ocidental a partir do 2º pós-guerra. (pág. 61)
Vale ressaltar que, a partir da segunda metade dos anos 30, afirmam-se, nos Estados Unidos, a heterodoxia econômica keynesiana e oscompromissos sociais dinâmicos da administração Roosevelt (para uma apresentação histórica das condições de emergência do fordismo e do papel das lutas operárias).
Essa intervenção ocorre nesse período devido à crise do liberalismo com a grande depressão de 1929. O modelo americano tornou-se o paradigma de referência de um processo de reconstrução das economias européias, fortemente marcado pelaativa intervenção do Estado na regulação econômica. Começa, nesse período (1930), a Revolução Invisível das três décadas “gloriosas” (anos dourados) de crescimento rápido e regular da economia (pág. 62). Fica evidente, nesse momento, a passagem da “economia política” às “políticas econômicas”. (pág. 62)
Esse modelo só pôde afirmar-se com uma força coerente naqueles países que conseguiram sedotar de condições sociopolíticas bem determinadas. O fator decisivo foi a emergência de uma dinâmica virtuosa, alimentada pelos modos de repartição dos ganhos de produtividade, entre acumulação e salários reais. Foi na relação salarial que esse modo de repartição dos ganhos de produtividade entre K (capital) e T (trabalho) se afirmou, permitindo a recomposição dinâmica de produção e consumo demassa. Assim, podemos dizer que o fordismo baseou sua força homogeneizadora mais nas novas características da relação salarial do que nas próprias políticas econômicas. É por isso que o período de difusão das políticas econômicas de inspiração keynesiana, e de fortes e regulares taxas de crescimento, pode ser considerado como o da vigência da relação salarial fordista. Dessa forma, com o salário,cria-se populações consumidoras.
O fordismo qualifica-se, portanto, pela articulação entre o “regime de acumulação” (taylorista) e um “modo de regulação” da repartição dos ganhos de produtividade. (pág. 64)
A regulação fordista implicou, a emergência de formas adequadas de representação política e integração social dos atores estratégicos do novo modo de produção. Assim como aconteceu nosprimeiros anos do New Deal rooseveltiano, a rearticulação keynesiana do papel do Estado e a organização sindical dos trabalhadores constituíram os eixos fundamentais de legitimação da nova forma-Estado. Isto é, a expansão do papel do Estado, e em particular de sua intervenção direta na regulação do mercado e no controle de porções importantes do aparelho produtivo, teve como condição necessária a...
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