Frigorificos

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Os frigoríficos e a logística de exportação da carne bovina
Frente à existência de ambiente altamente competitivo, propiciado pela globalização dos mercados, o Brasil tem cada vez mais utilizado o agronegócio como estratégia de inserção na economia mundial. Isto pode ser comprovado pelocrescimento das exportações no período de 2000 a 2004, com superávits comerciais a partir de 2001.Em 2004, o agronegócio foi responsável por 43,9% das exportações brasileiras (gráfico 1).
Gráfico 1. Participação dos agronegócios nas exportações brasileiras

Fonte: Elaborado pelos autores a partir dos dados de Souza, Gonçalves e Vicente, 2005 1
Diante do contexto de crescimento das exportações do agronegócio brasileiro, São Paulo apresenta participação expressiva. Em 2004, oEstado contribuiu com cerca de 32% do total exportado pelo país e com aproximadamente 24% das exportações do agronegócio brasileiro. Quanto à composição setorial, as cadeias de produção que mais se destacaram foram as de bovídeos, cana e sacarídeas, produtos florestais e frutas.
O crescente desenvolvimento de tecnologias para o setor - melhoramento genético, inseminação artificial,intensificação do uso de técnicas de confinamento e semi-confinamento -, somado ao rígido monitoramento de sanidade do rebanho, faz com que a carne brasileira venha aumentando a sua participação na pauta de exportações brasileiras. Entre 1999 e 2004, as exportações apresentaram um crescimento de mais de 200%1.
A relevância da cadeia de carne bovina para São Paulo pode ser constatadacom a análise dos dados de abate de bovinos e de produção de carne. Em 2003, São Paulo foi o segundo Estado em número de abates (cerca de 5 milhões de cabeças), perdendo apenas para o Mato Grosso do Sul (5,3 milhões de cabeças). Na produção de carne em equivalente carcaça, o Mato Grosso do Sul foi responsável por cerca de 1 milhão de toneladas e São Paulo, por aproximadamente 960 mil toneladas.2Além da participação expressiva de São Paulo na produção de carne bovina, o Estado possui um número relevante de plantas frigoríficas que se dedicam ao abate, desossa e processamento. Atualmente, São Paulo tem 57 estabelecimentos cadastrados na categoria matadouro frigorífico no Sistema Federal de Inspeção (SIF)4 (tabela 1).
Tabela 1. Matadouros-frigoríficos(*) cadastrados noSIGSIF/MAPA – 2005

(*) Os matadouros-frigoríficos são unidades operacionais maiores e mais completas, dotadas de equipamentos modernos para processamento e conservação, onde o controle da matéria-prima, o processamento, a estocagem e a distribuição são gerenciados sob moldes empresariais, e operam sob inspeção sanitária. A carne produzida destina-se ao mercado interno, menos exigente e pouco atentoà qualidade e à exportação. A indústria voltada à exportação possui elevado nível tecnológico, contrastando com as demais3.
Fonte: Ministério da Agricultura - Sistema Federal de Inspeção (SIF)4
Observa-se também que o Estado de São Paulo possui o maior número de estabelecimentos qualificados para exportação, que, na sua maioria, são abatedouros de grande porte (figura 1).
Figura1. Abate de bovinos nos principais Estados e distribuição dos frigoríficos credenciados para exportação

Fonte: Elaborado pelos autores com base com base nos dados do Ministério da Agricultura
Desta maneira, ocorre um grande fluxo de carga que é movimentada no Estado, evidenciado também pela grande participação paulista nas exportações de carne bovina, que em 2004 representou70,4% do total exportado pelo país (gráfico 2). No mesmo período, o porto de Santos registrou um volume de exportação de 1,1 milhão de toneladas5, aproximadamente 70% das exportações brasileiras. Assim, pode-se dizer que São Paulo vem se destacando tanto pela produção (abate e industrialização) de carnes destinadas à exportação quanto por ser responsável pelo maior volume escoado via porto....
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