Benedict Anderson

Páginas: 26 (6484 palavras) Publicado: 20 de maio de 2015
Fichamento: Comunidades Imaginadas de Benedict Anderson.

Por que sentimos uma emoção quase religiosa diante do túmulo do Soldado Desconhecido? Como é possível sentir-se mais vinculado a multidões anônimas de compatriotas do que ao próprio circulo familiar  de rostos conhecidos? E como foi possível que, ao longo do século XX, tantos milhões de pessoas tenham se mostrado prontos para matar emorrer em nome de nação? Estas são algumas das questões tratadas por Benedict Anderson neste texto.
 Atenção:
Inicialmente gostaria de dizer que Comunidades Imaginadas foi um grande desafio e que com certeza figura entre os mais difíceis fichamentos que já fiz. Não por sua linguagem, abordagem teórica ou tema, mas por ter que praticamente mutilar esta grande obra de 280 páginas em apenas 20. Peçodesculpa, por alguns deslizes e juro que tentei de todas as formas, fazer este fichamento o mais fiel possível ao livro. Contudo, peço que primeiro leiam o livro e que só posteriormente utilizem este fichamento como uma forma de apoio didático.
Boa Leitura!


Benedict Anderson.
Filhos de pais britânicos, Benedict O’Gorman Anderson nasceu em Kunming na China, em 1936, e cresceu na Califórnia. Estudouem Cambridge e Cornel, onde passou a lecionar; atualmente é professor emérito do Centro de Estudos Internacionais dessa universidade. Além de ser irmão do historiador marxista Perry Anderson. Autor de monografias sobre o Sudeste Asiático, Anderson reuniu alguns de seus ensaios sobre política e cultura em The Spectre of Comparisons (1998) e publicou um estudo de três figuras centrais daindependência filipina sob o título de Under Three Flags: Anarchism and the Anti-Colonial Imagination.
Comunidades Imaginadas foi originalmente publicado em 1983, fazendo rapidamente grande sucesso mundial. No Brasil, o livro aparece pela primeira vez em 1989, mas com uma tiragem limitada. Até esta nova versão da Companhia Das Letras, estudantes e pesquisadores brasileiros tinham dificuldades em achar o velhotítulo.

Comunidades Imaginadas.

Introdução.
(P.26) Benedict Anderson inicia sua obra buscando compreender o por que das Guerras entre Vietnã, Camboja e China entre1978 e 1979. A primeira guerra convencional em grande escala entre países socialistas e inegavelmente revolucionários, que em tese compartilhavam da mesma ideologia.
(P.27) É interessante notar que desde a Segunda Guerra Mundial todasas revoluções vitoriosas se definiram em termos nacionais – Republica Popular da China, República Socialista do Vietnã, etc – e, com isso se afirmaram solidamente em um espaço territorial e social herdado do passado pré-revolucionário.
(P.28) Hobsbawm afirma que os estados marxistas estão se tornando, nacionais e nacionalistas. E essa tendência não se restringe apenas ao mundo socialista. Todos osanos a ONU admite membros novos.  E muitas “nações antigas” consolidadas, veem-se desafiadas por “sub-nacionalismos” em seu próprio território, que sonham em se tornarem nações.
(P.29) Este livro pretende oferecer, a título de ensaio, algumas ideias para uma interpretação da anomalia do nacionalismo.
(P.30) O ponto de partida de Anderson é que tanto a nacionalidade (ou condição nacional), quantoo nacionalismo são produtos culturais específicos.
(P.31) Conceitos e Definições
(P.32) Ele considera dentro de um espírito antropológico a seguinte definição de nação: uma comunidade política imaginada – e imaginada como sendo intrinsecamente limitada e ao mesmo tempo soberana.
Ela é imaginada por que mesmo os membros das mais minúsculas das nações jamais conhecerão, encontraram ou nem sequerouvirão falar de todos os seus companheiros (compatriotas) embora todos tenham em mente a imagem viva da comunhão entre eles. A única coisa que pode dizer que uma nação existe é quando muitas pessoas se consideram uma nação.
(P.33) Na verdade, qualquer comunidade maior que uma aldeia primordial do contato face a face é imaginada. Até mesmo ela.
Imagina-se a nação como limitada por que até mesmo a...
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