Fichamento do livro Comunidades Imaginadas, de Benedict Anderson

Páginas: 7 (1602 palavras) Publicado: 4 de julho de 2013
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Instituto Multidisciplinar
Nome: Débora Alves dos Santos
Curso: Turismo – 1º Período
Disciplina: Tópicos de História
Professor: Alexandre Lazzari


Fichamento do texto: ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas: reflexões sobre a origem e difusão do nacionalismo.

“[...] os movimentos e Estados marxistas tenderam a tornar-se nacionais nãoapenas na forma, mas também na substância, isto é, nacionalistas. Nada indica que essa tendência não persistirá.” (p.10 e 11).

“Porém, se os fatos são evidentes, sua explicação continua sendo tema de uma disputa há muito tempo existente. Nação, nacionalidade, nacionalismo - todos têm-se demonstrado difíceis de definir, quanto mais de analisar.” (p. 11).

“A teoria do nacionalismo representa ogrande fracasso histórico do marxismo.” (p. 11).

“Seria mais exato dizer que o nacionalismo tem se revelado uma incômoda anomalia para a teoria marxista e, exatamente por essa razão, tem sido amplamente evitado, mais do que enfrentado.” (p.12).

“[...] tanto a teoria marxista quanto a liberal têm-se debilitado em um tardio esforço ptolomaico para "salvar o fenômeno"; e que se requer, comurgência, uma reorientação de perspectiva num espírito por assim dizer copernicano." (p. 12).

“Se habitualmente parece arbitrária a maneira como um homem morre, sua mortalidade é inevitável. A vida humana é cheia desse tipo de associação entre necessidade e acaso. Estamos todos cientes da contingência e inevitabilidade de nossa herança genética particular, de nosso sexo, da época em que vivemos, denosso potencial físico, de nossa língua materna, e assim por diante.” (p. 18).

“[...], na Europa ocidental, o século XVIII assinala não apenas o raiar da era do nacionalismo, mas também o crepúsculo das modalidades religiosas de pensamento. O século do Iluminismo, da secularidade racionalista, trouxe consigo suas peculiares trevas modernas. Com o refluxo da fé religiosa, não desapareceu osofrimento que a fé em parte mitigava. [...] O que se demandava, então, era uma transformação secular da fatalidade em continuidade, da contingência em significado." (p. 19).

“[...] o nacionalismo deve ser compreendido pondo-o lado a lado, não com ideologias políticas abraçadas conscientemente, mas com os sistemas culturais amplos que o precederam, a partir dos quais - bem como contra os quais -passaram a existir." (p. 20).

“Contudo, se as mudas línguas sagradas eram o meio pelo qual as grandes comunidades globais do passado eram imaginadas, a realidade de tais aparições dependia de uma ideia em grande medida estranha ao pensamento ocidental contemporâneo: a não-arbitrariedade do signo.” (p. 22).

“Mas muito embora as línguas sagradas tornassem imagináveis comunidades como acristandade, o verdadeiro alcance e plausibilidade dessas comunidades não podem ser explicados apenas pelo texto sagrado: afinal, seus leitores eram pequeninos recifes letrados por sobre enormes oceanos analfabetos.” (p. 23 e 24).

“As concepções básicas a respeito de "grupos sociais" eram centrípetas e hierárquicas, e não norteadas por fronteiras e horizontais.” (p. 24).

“Apesar de toda a grandeza epoder das grandes comunidades imaginadas religiosamente, sua coerência não deliberada desvaneceu-se rapidamente depois do final da Idade Média.” (p. 24).

“Talvez seja difícil, hoje em dia, que alguém se coloque empaticamente dentro de um mundo em que o reino dinástico era visto pela maioria dos homens como o único sistema "político" imaginável. Pois, de várias maneiras essenciais, a monarquia"autêntica" é transversal a todas as concepções modernas de vida política.” (p. 28).

"Deve-se recordar, também, que esses antigos Estados monárquicos expandiam-se não só por meio da guerra, mas também por uma política sexual - de espécie muito diversa da que hoje se pratica." (p. 28).

“Por trás da decadência das comunidades, línguas e linhagens sagradas, tinha lugar uma mudança fundamental...
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