Comunidades Imaginadas - CAP 1, 2, 3

Páginas: 11 (2613 palavras) Publicado: 25 de novembro de 2014
Introdução

Benedict Anderson, autor do livro “Comunidades Imaginadas”, ao qual iremos analisar os capítulos um, dois e três neste trabalho, inicia o seu trabalho fazendo a pertinente observação de que todas as revoluções (incluindo as marxistas) vitoriosas pós Segunda Guerra foram de caráter nacionalista. Anderson propõe que o nacionalismo seja tratado como uma anomalia do marxismo e apresentao objetivo do livro: fazer uma análise dessa anomalia.
É também na introdução do seu trabalho, que o autor nos diz como será definida a ideia de nação por todo o seu livro: “uma comunidade política imaginada – e imaginada como sendo intrinsicamente limitada e, ao mesmo tempo, soberana”.
Ela é imaginada, pois mesmo na menor das nações, seus membros jamais ouviram falar da maioria de seuscompanheiros. É limitada, pois mesmo a maior das nações, com a maior população, é definida por fronteiras – por mais elásticas que possam ser – com outras nações; nem o nacionalista mais radical acredita que a sua nação acolhera um dia toda a raça humana. É considerada soberana, pois o conceito nasceu em pleno Iluminismo, na fase decadente do pensamento religioso. Por último, ela é também pensada comouma comunidade, já que, mesmo na mais desigual das nações, existe uma ideia de camaradagem horizontal por trás do conceito de nação.
O autor finaliza a introdução anunciando que o primeiro capítulo chega com o papel de analisar melhor o nacionalismo buscando respostas nas raízes culturais do nacionalismo.













Capítulo 1 – Raízes Culturais

Anderson inicia o primeirocapítulo atentando para como o fato da imortalidade ser tão importante no nacionalismo, dando exemplos como os túmulos dos soldados desconhecidos. Entretanto, o marxismo e o liberalismo parecem não se importar muito com a morte e a imortalidade. Se o nacionalismo se importa tanto com essas ideias, isso sugere uma grande afinidade com o pensamento religioso.
A grande fraqueza de todo pensamento decaráter progressista, como dia Anderson, é não oferecer respostas satisfatórias a perguntas relacionadas ao sofrimento humano; o pensamento religioso é muito mais útil nesse ponto, oferecendo explicações para esse tipo de pergunta.
Benedict Anderson também lembra que o século XVIII marcou não só o inicio do nacionalismo, como também marcou o grande declínio do pensamento e da soberania religiosa. Afé declinou, mas e o sofrimento que ela ajudava, indiscutivelmente, a diminuir? Continuou lá. A existência de religiões poderosíssimas e que existem já fazem milênios, se deve, sem dúvidas, ao peso concreto do sofrimento humano.
O autor esclarece que não pretende afirmar que o surgimento do nacionalismo seja apenas um “produto” do declínio religioso, nem que o nacionalismo tenha substituído areligião; a ideia de Anderson é apenas não alinhar o nacionalismo a ideologias políticas conscientes, mas sim aos grandes sistemas culturais que o precederam. Já que é assim, Anderson diz que os dois sistemas que iremos analisar são: comunidade religiosa e reino dinástico, pois ambos no seu apogeu foram estruturas de referências incontestes, como ocorre atualmente com a nacionalidade.
Anderson começaanalisando as comunidades religiosas. Ele já nos diz que todas as grandes comunidades sacras, apresentavam uma ideia de comunidade graças a uma escrita e uma língua sagrada; era assim que mesmo dois fiéis que tivessem uma língua materna diferente, teriam uma língua e escritas para compartilhar, criando uma ligação entre ambos.
Entretanto, essas comunidades clássicas apresentavam uma diferençafundamental em comparação às comunidades imaginadas das nações modernas: as comunidades clássicas acreditavam fielmente no sacramentalismo único de suas línguas. Existe uma “capacidade de conversão” graças a essa língua sagrada; desse modo um inglês vira o papa, por exemplo. Bastava aprender os símbolos sagrados para se converter.
Mesmo com todo o poder das grandes comunidades religiosas, elas...
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