Anderson, Benedict, comunidades imaginadas - fichamento

Páginas: 5 (1110 palavras) Publicado: 10 de março de 2014
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Curso de comunicação social
História da comunicação
Anderson, Benedict. Comunidades imaginadas. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Imaginar é difícil (porém necessário)
Já no iniciodo texto, é informado que o autor se aprofunda na importância da imprensa, do capitalismo, e da “vernaculização” em oposição à hegemonia do latim na formação das nacionalidades. Rompendo com argumentos consagrados que ligam o nacionalismo ao industrialismo europeu, ou à revolução francesa.

Analisando as “amnésias do nacionalismo”, causadas por passado recente e que sofre uma seleção. O autor“deseuropeiza” o estudo do nacionalismo, afirmando que o mesmo possui legitimidade emocional profunda.

Afirma também que as nações são imaginadas como comunidades, onde apesar das hierarquias e desigualdades formam estruturas de camaradagem horizontal. Apresentando um “nós” coletivo que se legitima pelo estilo como são imaginadas e pelos recursos utilizados.

Com o declínio dos sistemas divinose religiosos, abre-se a possibilidade de “pensar a nação”. Neste contexto os romances e os jornais se apresentam como os meios técnicos ideais para “re-presentar” a comunidade imaginada.

O autor cita os censos, os mapas e os museus como instituições fundamentais nas moldagens das imaginações, pois criaram realidades unificadas e conformaram a maneira de o Estado imaginar seu domínio.Introdução
Para explicar a nacionalidade e o nacionalismo, é necessário considerar suas origens históricas, como seus significados se transformaram ao longo do tempo e por que possuem essa legitimidade emocional.

Conceitos e definições
Três paradoxos que cercam os teóricos do nacionalismo:
(1) A modernidade objetiva do historiador X a antiguidade subjetiva dos nacionalistas.
(2) Auniversalidade da nacionalidade como conceito sociocultural X a particularidade das suas manifestações concretas.
(3) O poder “político” dos nacionalismos X sua pobreza e incoerência filosófica. (p.31)

Benedict define nação como uma comunidade politicamente imaginada sendo ao mesmo tempo limitada e soberana. Imaginada porque mesmo não conhecendo a maioria dos seus companheiros os mesmos tenham emmente a imagem da comunhão entre eles. Limitada, pois possui fronteiras finitas. E soberana porque o conceito apareceu na época da queda da legitimidade do reino dinástico e da ordem divina.

Raízes culturais
Com o declínio dos pensamentos religiosos e a ascensão dos pensamentos evolucionários/ progressivos e racionalistas torna-se necessário outro estilo de continuidade que se encontra naidéia de nação.

A comunidade religiosa
As grandes culturas sacras como a cristandade, o Ummah islâmico e o mundo budista eram vistos como imensas comunidades. Imaginadas e auto consideradas centrais através de uma língua sagrada. Diferindo assim das nações modernas pela confiança no sacramento de suas línguas.

Devido às explorações do mundo não-europeu, onde se ampliou o horizontecultural-geográfico e os conceitos de possíveis formas de vida humana e a um rebaixamento gradual da língua sagrada, A “coesão inconsciente” das grandes comunidades imaginadas foi diminuindo num ritmo constante após a idade média.

“em suma, o declínio do latim ilustrava um processo mais amplo, em que as comunidades sagradas amalgamadas por antigas línguas sacras vinham gradualmente se fragmentando,pluralizando e territorializando.” (p.47)

O reino dinástico
Os Estados eram definidos em centros e suas fronteiras eram porosas e indistintas, facilitando o domínio dos reinos e impérios pré-modernos sobre populações heterogêneas. Sendo legitimados por divindades e não pela população, estes Estados se expandiam –além da guerra– por uma política sexual. O que dificulta a formação de uma identidade...
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