A luta pelo direito - rudolf von ihering

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  • Publicado : 24 de outubro de 2011
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A LUTA PELO DIREITO - RUDOLF VON IHERING

RESUMO DA OBRA:

Rudolf Von Ihering, em sua obra imortal “A luta pelo direito” nos remete a um dos mais belos instrumentos literários sobre o direito, posto como uma ação verdadeiramente concreta e real para todo indivíduo sujeito a direitos e vida em sociedade. Este livro contém não apenas um ideal, mas atos e reflexões reais de toda uma história.Seria efetivamente esta obra uma finalidade ao direito. No primeiro momento, o autor já nos dá uma demonstração de imenso sentimento pelo direito, pelos atos jurídicos, e em seu prefácio já se pode notar claramente a influência que os conhecimentos na área jurídica incitam-no a colocar a luta pelo direito de forma tão completa, citando que a verdade, o bem, e o amor serão transpostos por toda a suaobra, encontrando neste trabalho o lugar que lhes pertence. A obra divide-se basicamente em duas partes, sendo a primeira aquela em que o autor conceitua que a luta pelo direito é um dever do interessado para consigo próprio, nos fazendo ampliar nossa visão para o que temos deixado de lado em nossa vida e em que deveria ser a luta por nossos próprios direitos. A primeira luta pelo direito é estaindividual, pela qual lutamos para manter nossa humanidade, sendo um dever do ser para consigo mesmo. Em seu segundo momento, o autor nos diz que a defesa do direito é um dever para com a sociedade, e que quando o indivíduo defende seu próprio direito não defende apenas o seu próprio, mas estabelece o direito em sua totalidade. A sociedade em si, deve ser vista como a soma dos indivíduos e,portanto estes indivíduos são reflexos da sua sociedade e os seus atos, lutas e direitos refletem-se nesta sociedade. O autor nos diz que o direito não é efetivamente a lei, mas a lei concretizada em ações, a lei executada nos faz concretizar o direito, exercer a verdade, lutar pelo direito utilizando da lei como instrumento, isso é fazer da lei um direito.
O propósito total de seu livro não é outrosenão provar que com o direito, terá a justiça quem não se detiver ao medo em lutar para conquistá-la.

DESTAQUES DA OBRA:

Página 14 – “Aquele que anda de rastos como um verme nunca deverá queixar-se de que foi calcado aos pés.”
O Autro referindo-se à frase de Kant, que em outra passagem também define esta forma de lançar os próprios direitos sob os pés de outrem: “A violação dos deveres dohomem para consigo próprio”; e, falando dos deveres que impõe a dignidade humana, estabelece a máxima seguinte: “Não deixeis impunemente calcar o vosso direito aos pés de outrem”.

Página 23 – “ A paz é o fim que o direito tem em vista, a luta é o meio de que se serve para o conseguir.”
A belíssima frase em que se inicia o livro de Ihering, na qual ele nos dá entender de que a busca do direito étrazer à paz, porém sem lutar por este mesmo direito não podemos chegar à alcançá-lo.

Página 23 – “O direito não é uma pura teoria, mas uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança em que pesa o direito, e na outra a espada de que se serve para o defender.”
Exemplo maior do que este não poderia existir, se a própria imagem da jstiça nos remete ao equilíbrio (a paz) e aespada (a luta) para fazer prevalecer o justo, a verdade, o certo.

Página 33 – “ Quando um indivíduo é lesado em seus direitos, devemos nos perguntar se ele os sustentará, se resistirá a seu adversário, e por consequência lutará, ou se efetivamente, para escapar à luta, abandonará, covardemente, o seu direito.”
O Autor nos incita a pensar nas escolhas, aquelas atitudes que podemos tomar diantedo caso em que deveremos usufruir do direito nosso, dando a possibilidade de escolher por eles ou pela paz, não verdadeira, mas a de não lutar e não sacrificar-se por aquilo que é nosso por direito.

Página 39 – “ A defesa do direito é portanto um dever da própria conservação moral;”
Optar pela luta e defesa do direito é próprio da verdade que nasce com o ser, da conservação moral, da...
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