A historia do surdo pelo mundo

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I CAPITULO

Aspectos Históricos da Educação de Surdos
1.1-Na Antiguidade

Numa retrospectiva podemos verificar que na antiguidade mais necessariamente na sociedade primitiva, o indivíduo com alguma deficiência era compreendido como doente ou doído e o pensamento social era caracterizado como mágico-religioso e concebia a diferença como uma ameaça.
De fato na construção da existência humanaaconteceu por meio do atendimento das suas necessidades básicas se dá a partir da inter-relação entre os homens e as mulheres, mediados pelo mundo, num momento e num local determinado. No Afã histórico de construir sua existência, os indivíduos, como afirma Marx, (1977. p.24), vão estabelecendo relações... [determinadas, necessárias, independentes da sua vontade, relações de produção quecorrespondem a um determinado grau de desenvolvimento das forças produtivas materiais].
É por essa perspectiva entender a formação e a constituição das sociedades primitivas, tanto as que se constituíram nos primórdios dos tempos, quanto as mais próximas de nós, bem como sua forma de tratar aleijados, cegos, surdos, coxos, paralíticos, enfim, aqueles que nasciam ou era acometidos por algumas diferençasem relação aos seus semelhantes. Uma das características básicas desses povos era o NORMADISMOS, sendo que o atendimento das suas necessidades estava na dependência do que a natureza lhes proporcionava como na, por exemplo, a caça e a pesca no tocante a alimentação e as cavernas para se abrigar.

(...) os conceitos de norma e normalidade, são socialmente estabelecidos pela maioria representadapelo conjunto de indivíduos (…) é esta maioria que estabelece as normas, entendidas estas como aquilo que se observa com mais freqüência e com as quais cada qual será contrastado, derivando daí que os indivíduos resultem classificados e etiquetados como normais ou anormais. ( FERNANDES 2002, p.33).


Em virtude da característica cíclica da natureza, totalmente fora do controle dos homens, osdeslocamentos eram constantes, razão pela qual é indispensável que cada um se baste por si e ainda colabore com o grupo. É evidente que alguém que não se enquadra no padrão social e historicamente considerado normal, que seja decorrente do seu processo de concepção de nascimento ou impingido na luta pela sobrevivência, acaba se tornado um empecilho, um peso morto, de fato que acaba sendo abandonadosem que isso cause os chamados sentimentos de culpa. Para Fernandes(2002), são fatores de natureza pragmáticas e religiosas que estão na base deste extermínio.
Diante disso não podemos fazer uma análise para moralizadora, procurando heróis ou vilões da história ou buscando entender e seu movimento tendo por base uma perspectiva voluntaria ou até subjetiva. Conforme afirma Engelrs.

Se nadaganhamos com os conceitos de verdades e erro, menos ainda alcançamos com os do bem e do mal. Esta análise move-se puro e excludente, dentro da órbita moral, isto é, um terreno que pertence à história humana, onde já sabemos que pouquíssima verdades definitivas e inadiáveis podem fecundar. As ideias do bem e do mal variam tanto de povo para povo de geração em geração que são poucas as vezeschegaram a se contradizer abertamente.(ENGELRS,1979,P.78).

Sabe-se que nesta mesma época, era comum o extermínio de crianças que nascessem deficientes. Existem relatos a respeito do tratamento que era dado a essas pessoas. Não havia nenhuma preocupação com a educação ou qualquer outra de socializar as pessoas deficientes. Mas por volta de 335 d.C. aparecem importantes filósofos, como Aristóteles, queacreditava que o pensamento era desenvolvido por meio da linguagem e da mesma com a fala, e por isso afirmava que o “surdo não pensa, não pode ser considerado humano”. (GOLDFELD, 1997, p.24).

1.2- Na Idade Média

Já a Idade Média conviveu com grandes contradições e ambivalência em relação às atitudes e sentimentos frente à deficiências. Os deficientes mentais eram...
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