Vigiar e punir

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  • Publicado : 2 de abril de 2013
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Resenha do Livro " Vigiar e PUnir"

O livro descreve inicialmente a punição de um parricida e todo o tipo de suplício aplicado a um criminoso da época. O detalhamento de cada etapa do ritual é descrito com riqueza de detalhes, vislumbrando ao leitor a percepção de todo o castigo imposto ao condenado.
Diante das descrições, os castigos eram verdadeiros suplícios, onde os acusados tinham seucorpo exposto a uma execração pública, verificando-se, então, uma violência não só física, mas, também psicológica, em todos os partícipes do ato de penalização, um verdadeiro espetáculo de horror. Além da multidão, os carrascos, o comissário de polícia, o escrivão, os confessores, e os oficiais. Tudo meticulosamente articulado, desde o trajeto em direção ao local do suplício a cada operação depunição, cujo tempo de duração poderia ir até a morte, dependendo da resistência do criminoso.
Três décadas depois, foi elaborado um novo regulamento em Paris, os suplícios eram aplicados conforme o delito, bem como o tempo de sua duração Enfim, este é um livro que aborda, ao longo de séculos, os métodos e mecanismos punitivos, efeitos repressivos, disciplina e castigo impostos aos criminosos, desde aEuropa Medieval até os dias de hoje.
Vale destacar que a primeira parte do livro tenta resumir em tese todo o texto que será tratado, suas diversidades de métodos, a evolução dos pensamentos, do sistema de poder e de como conter as massas, passando para a humanização e o estudo da alma humana, na tentativa de assim estudar cientificamente toda as relações de poder e os seus objetos.
 Nesteperíodo passou a existir hierarquia, descrita pelo autor como um cerimonial, o processo de punir. Neste texto são relatadas, detalhadamente, todas as etapas do “espetáculo”, que privava o condenado de todo e qualquer recurso de minimização do sofrimento, fosse ele em qualquer esfera.
Toda a comunidade assistia àquela cena de castigo, que era um dos objetivos do soberano, mostrar a sua força e o rigorpara com aqueles que infringiam suas normas, ou ousassem desafiá-lo.
Os suplícios, assim chamados, os tratamentos de punição aos julgados culpados, obedeciam aos rituais mais pormenorizados  e cerimoniosos que se possa imaginar. Os criminosos eram torturados, executavam trabalhos forçados, enclausurados, além da privação da plena liberdade, sofriam a redução alimentar, privação sexual, expiaçãofísica e a masmorra. Percorriam ruas, praças públicas, descalços, com a cabeça coberta, eram colocados nus ou ainda vestidos em camisolas, cujas cores indicavam o tipo do delito cometido. Eram, ainda, levados a pelourinhos, cadafalsos, portando a arma do crime (facas, armas...); sobre os seus corpos eram derramados chumbo, piche, óleo quente, tinham seus corpos puxados por quatro cavalos, tendo seusmembros reduzidos e consumidos pelo fogo. Um verdadeiro espetáculo de horror, que levava à pior das mortes, tudo isso como pena de um crime, que, muitas vezes não sofria o seu real julgamento. O certo é que, para o erro, somente o suplício, a morte.
Neste momento o pensamento era achar uma nova maneira de punir; pensadores e filósofos, juristas, legisladores do século XVIII entraram em confronto,o suplício passou a ficar intolerável. O suplício era mais uma coroação do poder do soberano, uma revanche da sua força, quando assim contrariado. Puramente interesse político, descartando todo e qualquer possibilidade de se fazer de fato justiça. Mas para outros a ideia era punir sem se vingar.
Os suplícios, assim chamados, os tratamentos de punição aos julgados culpados, obedeciam aos rituaismais detalhados e cerimoniosos que se possa imaginar. Os criminosos eram torturados, executavam trabalhos forçados, enclausurados, além da privação da plena liberdade, sofriam a redução alimentar, privação sexual, expiação física e a masmorra. Percorriam ruas, praças públicas, descalços, com a cabeça coberta, eram colocados nus ou ainda vestidos em camisolas, que às vezes em cores indicavam o...
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