Transtorno alimentares

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  • Publicado : 2 de outubro de 2012
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Introdução

Os transtornos alimentares são doenças que afetam particularmente adolescentes e adultos jovens do sexo feminino, levando a marcantes prejuízos psicológicos e sociais. São cada vez mais foco da atenção dos profissionais da área da saúde por apresentarem significativos graus de morbidade e mortalidade. São freqüentemente considerados quadros clínicos ligados à modernidade, namedida que ao avanço da mídia nas últimas décadas tem se dado papel de relevância quase casual.
Os transtornos alimentares está constituindo-se em um tema importante para o campo da saúde pública, estudos de enfoque qualitativo, que associam os transtornos alimentares às experiências e percepções individuais e aos aspectos familiares e socioculturais, estudo epidemiológicos e de acompanhamento paraobservar a evolução das doenças alimentares ao longo do tempo, tal como seus fatores de bom e mau prognóstico. Existem já em um número considerável crescente.
O presente relatório visa apresentar de forma clara e concisa os dados epidemiológicos e evolutivos dos transtornos alimentares relevantes para prática clínica, mais especificamente sobre Anorexia , Bulimia e Obesidade.

ObesidadeInfantil

A obesidade infantil atualmente é um dos principais problemas de saúde pública no mundo, pois cada vez mais encontramos crianças com sobrepeso e caminhando para uma obesidade que dificilmente será compensada na vida adulta. Os fatores etiológicos da obesidade mostram que influências genéticas, sociais, psicológicas e ambientais colaboram entre si para o desenvolvimento e manutenção daobesidade.
Estudos mostram que as mudanças no ambiente familiar são fatores que geram distúrbio alimentar e se correlacionam com o aumento da obesidade infantil e adulta. A criança, do ponto de vista psicológico, sócio-econômico e cultural, depende do ambiente onde vive, que na maioria das vezes é constituído pela família, sendo que suas atitudes são, freqüentemente, reflexo deste ambiente. Se esteambiente é desfavorável, poderá propiciar condições que levam ao desenvolvimento de distúrbios alimentares. Se estes distúrbios prevalecerem, irá provocar a obesidade infantil e adulta.Dessa forma, o conhecimento das influências fornece substrato ao desenvolvimento de programas que visem a prevenção e a orientação de pais e familiares sobre controle e alimentação adequada, bem como práticas deexercícios para evitar o sedentarismo.
Outros fatores psicológicos que provocam ansiedade e angústia em crianças, contribuem de forma potencial como fatores no desenvolvimento da obesidade infantil. Por exemplo, separação dos pais, mudança de escola, mudança de endereço, perda de ente familiar, etc. São fatores situacionais que provocam grande angústia e ansiedade, ou ainda depressão, desprazer eisolamento que provocam alterações comportamentais e muitas vezes geram distúrbios alimentares como déficit de peso ou ganho excessivo de peso. Já fatores que favorecem uma alimentação adequada, como o consumo de leite materno, verduras e hortaliças, agem como fator protetor contra a obesidade, assim como a prática de exercícios físicos adequados para o porte e idade das crianças.
Na contramão,o uso e o tempo cada vez maior das crianças diante de aparelhos de TV, Vídeo game e computadores, mostram que existe uma associação significante que precisa ser considerada nas orientações de pais e familiares, pois não só o sedentarismo desta atividade, como também, os efeitos cumulativos da influência da mídia, com anúncios constantes de lanchonetes, chocolates, guloseimas e outros alimentoshipercalóricos que são bombardeados a cada minuto nas propagandas, fazem com que a criança fique muito vulnerável, agindo por impulso e comendo mesmo sem ter fome, somente para satisfazer o desejo de consumo imposto. Isto cria um círculo vicioso formado por: obesidade – diminuição da atividade – assistir TV – comer sem ter fome, e sim pelo hábito – obesidade, que se não for rompido permanecerá...
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