Sociopatas.

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Sociopatas, a sociedade, a família e o direito penal
por mario bezerra da silva em 27 Mar 2008 11:59
MENTES CRIMINOSAS E SUAS FAMÍLLAS

Introdução

Exames serviram para definir o estado de saúde mental de cada um dos criminosos na Unidade de Segurança Máxima do Paraná, onde há documentos que detalham os perfis psicológicos dos presos mais perigosos do País. As penas deles já estãodefinidas. O exame serve apenas para traçar o perfil psiquiátrico de cada um. Isso é importante para administração penitenciária, afirmando a psiquiatra forense, Cláudia Mendes Betencourt.
Em entrevista divulgada pela imprensa, observa-se a preocupação com a família e o que deixam transparecer alguns presos de alta periculosidade. Marcinho VP, um dos classificados de alta periculosidade por terinfluência comandar e cheirar cocaína? Esses são os questionamentos poucos conhecidos de chefes do tráfico. Os traficantes negaram envolvimento em ataques realizados, mas deram alguns detalhes de suas vidas no crime e revelaram seus planos.
Fernandinho Beira – Mar e Isaías do Borel mostram-se mais falantes, tentando mandar recados o tempo todo. Já Claudinho da Mineira e Ricardo Fu se limitaram a sobreuma determinada comunidade, revela que praticou um crime pela primeira vez aos 13 anos. Isaías do Borel, um dos conhecidos na sua comunidade pelo poder de mando, quando questionada sobre a nova geração de envolvimento no tráfico, diz: como poderia responder os questionamentos quase de forma monossilábica. Marcinho VP – gesticulou muito, ele se mostra orgulhoso quando fala de sua facção ou dafamília. Lembrando que começou a ganhar dinheiro como vendedor de balas em trens. “Aos 13 anos, roubei um relógio. Foi aí que entrei para o lado ruim da vida”.
Alguns ficaram em evidência, Beira – Mar, Isaías do Borel, Charles do Lixão e Marcinho VP, falaram além do que era perguntado. Contaram várias histórias, diferentes de Ricardo Fu e Claudinho da Mineira. Com exceção de Marcinho VP, todos evitaramcomentar a convivência com seus pais durante a infância. Em aceso público a entrevista divulgada na imprensa, traficantes de alta periculosidade no Rio de Janeiro revelaram seus perfis e preocupação com a família. Claudinho da Mineira – O traficante diz: não ter planos futuro e garante que voltará a exercer uma profissão. Charles do Lixão – Diz: quero trabalhar com meu pai no bar dele, afirmandoque é estofador, não fala sobre a infância e planeja trabalhar com o pai. Fernandinho Beira – Mar – Diz: ser empresário. Não fala da infância e se mostra preocupado com o filho dependente de drogas. Afirma que, quando deixar a cadeia, voltará a cuidar de uma empresa. Perguntado sobre as ordens que dava à sua facção criminosa ele responde: Não sou um líder, eles me pedem conselhos e me ouvem se faloalguma coisa. Isaías do Borel – Diz: fui Office – boy, mas não dá detalhes sobre sua infância. No futuro, pensa em criar o neto e nega acusações de que foi um dos principais chefes do crime organizado no Rio de Janeiro. Marcinho VP – Diz: que aos 9 anos vendia balas nos trens e que aos 13 anos roubou um relógio. Fala que, quando sair da prisão, terá de viver escondido, longe do Rio de Janeiro,para não ser assassinado.
Minha vida era muito difícil. Roubei um relógio. Aí, já havia entrado para o lado ruim da vida.
Ricardo Fu – Só fala quando é questionado. Não faz comentários sobre a família ou seu futuro. Diz: apenas que, em liberdade, não viverá no Rio de Janeiro. Quando sair da prisão vou embora do Rio, senão, vou morrer. Apontados pelas Secretarias de Segurança Pública e deAdministração Penitenciária como chefes de duas facções criminosas, foram transferidos para o presídio federal de segurança máxima de Catanduva no Paraná. De acordo com investigações, o grupo dava as ordens para as ações dos bandidos.
O Governo Estadual acreditava que, isolando os criminosos em Catanduva, reduziria o poder dos traficantes sobre as comunidades, ou pelo menos, dificultaria a influência...
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