Silvia

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  • Publicado : 7 de novembro de 2011
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...e Silvia chegou lá
Com idéias inovadoras e decisões arriscadas, a brasileira Silvia Lagnado entrou para a elite mundial dos negócios
Se existe um traço que chama a atenção na personalidade da executiva paulista Silvia Lagnado, de 43 anos, é sua excepcional capacidade de assumir riscos e trabalhar obsessivamente em prol de suas idéias. Aos 26 anos, recém-casada, Silvia decidiu tentarcarreira internacional ao lado do marido e candidatar-se a uma vaga de gerente júnior na Unilever em Londres, sede daquela que é uma das maiores empresas de bens de consumo do mundo. Toda a sua experiência profissional na época se resumia a três anos de trabalho na operação brasileira. Poderia ter dado tudo errado. Mas, desde então, essa engenheira civil nascida em Araçatuba, no extremo oeste do estadode São Paulo, construiu uma carreira meteórica no centro do poder da Unilever. Há cinco anos, Silvia recebeu a missão de renovar e fazer crescer a marca Dove, um dos ícones da empresa no mercado de cuidados pessoais, na época com faturamento anual de 2 bilhões de dólares. Na posição de diretora mundial da Dove e instalada no escritório da Unilever em Nova York, Silvia deu aquele que seria o passomais arriscado de sua carreira. Abandonou o marketing de musas e estrelas de cinema e vinculou a marca Dove ao que foi chamado de "beleza real". Gordinhas, baixinhas, magras em demasia -- enfim, mulheres normais -- passaram a promover a marca. Poderia ter dado tudo errado. Mas, desde então, a marca Dove cresce 10% ao ano. E a brasileira Silvia Lagnado virou uma estrela no mundo dos negócios.
Hoje,ela é a mulher mais influente dentro da Unilever, corporação que fatura 52 bilhões de dólares por ano. Desde julho, Silvia ocupa o cargo de vice-presidente mundial para alimentos temperados e congelados da gigante anglo-holandesa e tem sob sua responsabilidade negócios globais com mais de 20 marcas, entre elas a Knorr -- que, sozinha, fatura 4 bilhões de dólares por ano. Apenas um nívelhierárquico separa seu cargo do posto mais alto da companhia, o de presidente, ocupado pelo francês Patrick Cescau. Há três semanas, o jornal americano The Wall Street Journal incluiu Silvia na lista das 50 mulheres que mais influenciarão o mundo dos negócios nos próximos anos. Ela ficou em 21o lugar no ranking, liderado por Melinda Gates, criadora da fundação Bill e Melinda Gates e mulher do homem maisrico do mundo. Também fazem parte do grupo a indiana Indra Nooyi, presidente da PepsiCo, e Andrea Jung, da Avon. É impossível saber que papel Silvia e essas outras mulheres terão no futuro. Mas é inquestionável que a lembrança de seu nome é reflexo de seu tra balho até aqui. "Quando soube da lista, tive a impressão de que se tratava de outra pessoa ou que haviam cometido algum engano", disse Silvia aEXAME, em entrevista por celular enquanto saía do metrô de Londres a caminho do escritório.
Após a indicação de Silvia Lagnado para o novo cargo, o jornal americano Advertising Age, especializado em marketing, definiu-a como uma espécie de "arma secreta da Unilever" para revitalizar a divisão de alimentos. Nos últimos anos, essa área transformou-se em um problema para a empresa. Responsável pormais da metade do faturamento, a divisão de alimentos cresce pouco. Há um ano, o alto comando da Unilever decidiu optar por um tratamento de choque -- e, entre várias outras mudanças, convocar para o trabalho a jovem ambiciosa, bonita e bem-humorada que convenceu o mundo de que sardas, cabelos brancos e até celulite têm seu charme. "Tenho uma visão positiva e confio no futuro da divisão dealimentos. Essa não é a 'parte problemática' da Unilever, mas, sim, uma divisão com grande potencial de crescimento", diz Silvia. Visão positiva à parte, seu desafio é enorme. O mercado europeu, o maior do mundo para alimentos industrializados, está praticamente estagnado e os varejistas apostam cada vez mais em marcas próprias, que concorrem diretamente com as da Unilever. Mesmo nos países emergentes...
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