Resumo de vigiar e punir

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  • Publicado : 10 de setembro de 2012
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Vigiar e Punir

Parte I Cap. 1: O corpo dos condenados
No primeiro capitulo, foi apresentado um caso ocorrido no ano de 1757, no qual um preso foi condenado por crime de parricídio (matou seu pai) e foi humilhado em frente a uma igreja, onde foram evidentes as cenas de tortura (suplícios). O arrependimento era notável, já que o preso suplicava por sua vida, mas nada era feito, nem pelapopulação, muito menos por seus carrascos. Três décadas mais tarde foi redigido um regulamento (autor Léon Faucher) para uma ‘’casa dos jovens detentos em Paris’’, regulamento esse que apresentava artigos de como seria o dia a dia de cada detento, acordar, religião, trabalho, refeições, escola, e dormir. O abandono a tortura foi marcado, depois desse código nunca mais houve algo semelhante ao que se erafeito. As punições começaram a ser menos diretamente físicas, e como já foi citado, os corpos violentados por tortura desapareceram, e agora não é mais o alvo da repressão penal. Os suplícios de antigamente do sec. XVIII eram: coleiras de ferro, em vestes multicores, grilhetas nos pés, trocando com o povo desafios, injurias, zombarias, pancadas, sinais de rancor ou de cumplicidade, e que só foramabolidos no final do mesmo século.
‘’É indecoroso ser passível de punição, mas pouco glorioso punir’’pg15. é um duplo sistema de proteção que a justiça estabeleceu entre ela e o castigo que ela impõe, é como se fosse um escape, uma justificativa para fazer. Outra frase importante na mesma pagina: o essencial da pena que nós, juízes, infligimos, não creiais que consista em punir, o essencial éprocurar corrigir, reeducar, ‘’curar’’.
Fala-se mais sobre as datas em que o suplicio foi sendo abolido, e a intenção de não tocar mais o corpo diretamente, mas atingir não propriamente o corpo e sim sua consciência (prisão, reclusão, por exemplo). Ainda se fala de suplicio, mas somente dizer que já foi deixado de lado não por completo, pois em minha opinião, levar uma pessoa para guilhotina ainda éuma tortura, ela suprime a vida. Pode-se considerar o fim do suplicio no período entre 1830 e 1848.
Na pg. 20 o autor afirma que a privação pura e simples da liberdade não funciona sem certos complementos punitivos referentes ao corpo: redução alimentar é um exemplo, isso no meado do século XIX. O autor afirma que houve um afrouxamento da severidade penal no decorrer dos últimos séculos. Antes decondenar é preciso se perguntar três coisas: O acusado apresenta alguma periculosidade? É acessível à sanção penal? É curável ou readaptável? Essas perguntas só dizem respeito à administração da pena, sua necessidade, sua utilidade, sua eficácia possível.
O papel do psiquiatra penal é de suma importância, pois é ele quem vai decidir se o individuo é ‘’perigoso’’ e as formas de proteção que sepodem ter, de que maneira intervir para modifica-lo.
O autor faz um resumo do novo sistema penal: Os juízes foram levados a julgar coisa bem diversa do que crimes foram levados em suas sentenças a fazer coisa diferente de julgar, e o poder de julgar foi, em parte, transferido a instâncias que não são as dos juízes da infração. ‘’Para nós funciona como uma maneira de tratar um criminoso (a pena);punimos, mas é um modo de dizer que queremos obter a cura. ’’
O objetivo do livro: uma historia correlativa da alma moderna e de um novo poder de julgar; uma genealogia do atual complexo cientifico-judiciario onde o poder de punir se apoia, recebe suas justificações e suas regras, estende seus efeitos e mascara sua exorbitante singularidade.
Deve-se tomar a punição como uma função social complexa.Deve-se mostrar que as medidas punitivas não são simplesmente mecanismos ‘’negativos’’ que permitem reprimir, impedir, excluir, suprimir.
Existe um foco no corpo quando se diz punição. O corpo só se torna força útil se é ao mesmo tempo um corpo produtivo e submisso.
A importância do poder sobre as pessoas, o poder produz diretamente o saber.
Parte I Cap. II: Ostentação dos Suplícios
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