Resenha do livro de rubem alves

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  • Publicado : 13 de setembro de 2012
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Resenha do livro “Estórias de quem gosta de ensinar” de Rubem Alves.


Rubem Alves nasceu em Boa Esperança no ano de 1933 e foi criado dentro da tradição calvinista. Seu percurso profissional e intelectual iniciou-se num seminário protestante, com o estudo de teologia. Seguiu-se o mestrado em Teologia em Nova Iorque e o doutorado em Filosofia em Princeton. Também é psicanalista pelaAssociação Brasileira de Psicanálise mas seu prazer e realização é sobretudo sua atividade como escritor. É através das palavras que o filósofo, o teólogo, o psicanalista e o professor se dão a conhecer. Vive atualmente em Campinas onde continua escrevendo, mas também viaja para prestar conferências. Seu interesse pela educação é visível em seus livros.
O livro “Estórias de quem gosta deensinar” constitui-se de 27 crônicas com o mesmo tema central: a Educação e a Ciência. A primeira crônica, sob o título, “Da inutilidade da infância” trata da questão do pragmatismo que nos é apresentado desde a infância onde somos valorizados por aquilo que fazemos de útil, não dando assim o direito da criança ser simplesmente criança. Em “Pinóquio às avessas” há uma crítica a uniformização damente humana e ao ensino que se despe dos sentimentos e se concentra na razão e do risco que se corre de se impor verdades particulares. Em “Tropeções da inteligência” o questionamento se faz em cima do conceito de inteligência, daquilo que academicamente se considera ser inteligente. Nos mostra também a diferença entre sabedoria e inteligência; educação não pode ser desvinculada da vida. Em“Sobre o saber e o prazer” o autor com um embasamento nas palavras do filósofo Nietzsche, apresenta a sabedoria do corpo e da vida. Há uma crítica ao saber que destrói e a ciência que se corrompe, não se importando com a vida Em “Procura-se um flautista feiticeiro” a crítica sobre a ciência enquanto destituída de sentimentos se coloca de forma mais forte. A ciência subordina-se ao dinheiro e aconsequência disso são as querras, as armas, a miséria... Por isso a idéia de que conhecimento e amor precisam caminhar juntos. Em “A morte paga mais” é feita uma analogia entre ciência e religião, a ciência que começou de forma alegre, bonita e saudável passou a ser em certos casos um perigo para a humanidade. Em “Pinóquio” o autor conta a história do pinóquio ao contrário, onde critica a educação quedeseja acabar com as particularidades, onde os grandes respondem pelos pequenos. E mais uma vez critica a ciência pela sua superior inteligência e pela sua falta de coração. Em “Os técnicos ‘sabe-tudo’...” há um questionamento sobre os especialistas que têm suas atitudes apoiadas mesmo quando irracionais ou violentas à vida. E as grandes decisões estão nas mãos da pequena parcela que detém o saber,decisões que são tomadas para si e não para todos. Em “Um espelho sem escrúpulos” é colocado em questão a neutralidade da ciência, se ela realmente existe perante a morte. Em “A vida é conservadora” fala-se do rítimo harmônico da vida e do risco das buscas inconseqüentes por transformações e novidades. Em “Os hábitos alimentares da ciência” os cientistas são questionados por mostrarem apenas aparte bela e agradável da ciência e ocultam as consequências negativas. O autor trabalha a idéia de se observar as ações e não as palavras. Em “Meretrizes e madonas", coloca-se o poder como o primeiro objetivo da ciência. A ciência produz o que o dinheiro manda e assim se instaura uma cultura da morte em nome de uma razão pura. Em “Palavras para comer” o autor passa pelo tema da política e ocoloca frente ao amor , é preciso de governantes que amem. Em “Gurus e guerrilheiros” o autor reflete sobre como a dominação pode vir de forma sutil e trazer à alienação. Em "Os urubus e os sabiás" a reflexão gira em torno da educação acadêmica que muitas vezes sem qualidade diminuem os que não podem participar desse tipo de estudo e conhecimento. Em "Feitiçaria" se trata da questão da escolha...
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