Escritores da liberdade

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  • Publicado : 13 de setembro de 2012
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Ao ir trabalhar no Colégio Wilson em Long Beach, a professora Erin Gruwell passa a lecionar língua inglesa na sala 203 para os alunos do 2º grau.
No seu primeiro dia de aula ela não imaginava o que iria enfrentar. Sua turma, assim como toda a escola era heterogênea, dividida entre gangues e etnias e corrompida pela violência e tensão racial. A professora mesmo um pouco decepcionada pelodesinteresse dos alunos pela aula e pela maneira que eles demonstram intolerância e resistência à interação, preferindo isolar-se em guetos dentro da sala de aula, ainda se depara com um sistema deficiente, preconceituoso e nada inclusivo. Ela percebe que a educação naquela escola não era exatamente como se imaginava...
A nova professora é vista por todos como representante do domínio dos brancos. Osestudantes a vêem como responsável por fazer com que eles se sujeitem a dominação dos valores dos brancos. E a professora Erin Gruwell vê suas iniciativas para quebrar essas barreiras do relacionamento dentro da sala de aula, uma a uma, se partirem, resultando apenas frustrações.
Apesar de aos poucos demonstrar desânimo em relação às chances de êxito no trabalho com aquele grupo, Erin não desistede sua empreitada, e acredita que há possibilidades reais de superar as mazelas sociais e étnicas ali existentes.
Após mais uma tentativa de humilhação e implicância de seus alunos um pelo outro, a professora se depara com mais uma forma de violência explicita: o racismo em forma de um desenho. E através desse desenho, ela tem a oportunidade de explicar que atitudes como essas apenas gerariam maisviolência, humilhação e perdas, citando inclusive um dos desenhos que foram feitos pelos nazistas na época do holocausto para humilhar o povo judeu.
Pela atitude dos jovens diante de tal fato, ela percebeu que faltava na turma o conhecimento que os fizesse escolher seus caminhos e mudar o curso de suas vidas. E desta forma, ela busca utilizar as características comuns às vidas deles para ensinare tentar despertar naquela turma o interesse pelo conhecimento.
Entre atividades e “brincadeiras” ela acaba tocando a consciência dos jovens estudantes, fazendo-os enxergar que ali todos tinham algo em comum. Percebeu que seu método estava funcionando, pois estava conseguindo a atenção dos jovens, então procura sua superior, Srª Campbell, para contar os progressos que estava tendo com a turma epedir empréstimo de livros para trabalhar com os jovens, mostrando histórias das quais muitos deles iriam se identificar, mas descobre que a escola não emprestaria os livros para os alunos.
Sem nenhum apoio da diretoria da escola ou de outros professores, resolveu agir sozinha, conseguindo um segundo emprego para poder comprar os livros para sua turma.
Com o fruto financeiro do seu segundoemprego, a professora Erin conseguiu comprar vários livros e os distribuiu na sala, e o tema do livro escolhido foi exatamente o relato de uma adolescente na época do holocausto. Com o livro “O Diário de Anne Frank” foi dado início ao processo de mudança daquela sala de aula, daqueles alunos, daquelas vidas.
Ao receberem os livros, os jovens ficaram espantados e surpresos ao mesmo tempo, espantadospor estar recebendo um livro, e surpresos pelo fato do livro ser novo.
A professora propôs uma atividade em que eles pudessem escrever seus próprios diários assim como Anne Frank escreveu. Criando assim um elo de contato com o mundo.
A professora G. como agora era chamada pelos alunos, forneceu um elemento real de comunicação que libertaria aqueles jovens de seus medos, anseios, aflições einseguranças.
Partindo do exemplo de Anne Frank, menina judia alemã, branca (como a professora), que sofreu perseguições por parte dos nazistas até perder a vida durante a 2ª Guerra Mundial, Erin consegue mostrar aos alunos que as situações de exclusão e preconceito podem afetar a todos, independente da cor da pele, da origem étnica, da religião, do saldo bancário...
Ao “ganhar” a permissão dos...
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