Resenha- livro de rubem alves/filosofia da ciência

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  • Publicado : 12 de abril de 2013
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Alves, Rubem. FILOSOFIA DA CIÊNCIA: Introdução ao jogo e suas regras. 12ª ed. São Paulo: Loyola, 2007.
O livro descreve problemas e situações do dia a dia tal como sendo senso comum disciplinado. A maneira como as pessoas agem diante de um problema, apenas obedecendo ordens daqueles que são considerados “os Cabeças”. Fala sobre os mitos em relação aos cientistas entre ciência e métodos,afirmando que eles são pessoas normais tentando desfazer a imagem de cientistas malucos, pois são pessoas comuns que pensam como as outras sendo que cada um se especializa em uma determinada área. O autor nos questiona muito sobre o senso comum nos dando problemas e soluções. Aproxima a idéia de ciência da idéia de senso comum sob vários aspectos, ela afirma que ambas são expressões da necessidade humanae compreender o mundo.

O leitor logo no início se depara com perguntas e respostas que o levam a compreender diferenças básicas entre senso comum e ciência.
O autor não especifica o senso comum, a partir da definição de ciência sendo uma especialização, um refinamento de potenciais comuns a todos, "o senso comum poderia ser simplesmente" aquilo que não é ciência, e isso inclui todas asreceitas para o dia a dia, pessoas que não passaram por um treinamento científico ".
Coloca, o risco de que a especialização, aí entendida a ciência, se transforme em uma "perigosa fraqueza", de vez que ela, se mal aplicada, pode contribuir para os pensamento dos não-cientistas,
Ser bom no senso comum, não é saber soluções e respostas já dadas. Ser bom em ciência e no senso comum é ser capaz deinventar soluções. E essa capacidade de solucioná-los que dá destaque ao indivíduo.

O senso comum baseia-se em uma forma de conhecimento que fica no nível das crenças. Este conhecimento vai do hábito à tradição, muitos deles, aprendemos com os nossos pais que aprenderam com nossos avós, que desconheciam qualquer saber científico, e assim por diante, facilitando nosso dia a dia. O homem na medidaque se relaciona com os objetos que o cercam, cria interpretação baseadas nas suas experiências, criando crenças, desejos, tradição, fazem com que haja um apego ao senso comum.
O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade o autor diz que não importam as diferenças que separam o senso comum da ciência, mas que ambos estão em busca da ordem, exigência dohomem, cientista ou não.
Em se tratando da ciência, o estabelecimento da ordem se dá por meio de método, em que o sistema pretende isolar o cientista da influência de subjetividades que possam corromper o "conhecimento objetivo da realidade."
Neste capítulo, fortalece a idéia de que a ciência parte da necessidade de solução para um determinado problema, sendo a teoria ou hipótese do trabalho oproduto final. Assim, entendendo-se a teoria como algo continuamente passível de teste, os fatos objeto do trabalho científico são restritos àqueles decisivos para a confirmação ou negação das soluções que buscam a adaptação do ser humano às revoluções da humanidade.
Para desenvolver o pensamento científico é preciso saber solucionar problemas. Enxergar além dele, ter em vista um objetivo bem definidoa ser alcançado. Também é preciso ter imaginação para levantar hipóteses porque quem mantém os dois pés sempre no chão não sai do lugar.

Rubem relembra o pensamento grego antigo e diz que o encanto místico das antigas maneiras de pensar foi quebrado por meio da criação de modelos. Modelos, criados pela ciência, descrevem os fenômenos do tempo e espaço. Assim é possível descrever ocomportamento dos acontecimentos e resolver problemas, possibilitando a previsão do que acontecerá em seguida, organizando o fenômeno para que atenda à ordem procurada pela humanidade para entender o mundo. Os conceitos guardam semelhanças com coisas visíveis, na maioria dos casos. Porém, para descrever fenômenos não visíveis, mas existentes por consequência da necessidade de resolução de um problema,...
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