Resenha rubem alves livro filosofia da ciência

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  • Publicado : 30 de novembro de 2011
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Rubem Alves, autor do livro “Filosofia da ciência: Introdução ao jogo e suas regras”, é formado em Teologia e doutorado pela faculdade de Princeton, New Jersey, Estados Unidos, o livro foi publicado pela editora Brasiliense, no ano 1981, é um livro que nos leva a pensar e refletir, através da analise de exemplos cotidianos, o autor revela as relação e as diferenças entre o Censo comum e aCiência, e seus métodos, com o intuito de desmistificando o mito que geralmente atribuímos a ciência e aos cientistas, alegando que os cientistas são pessoas que pensa como todas as outras e a única diferenciação é que o cientista se especializa em um determinado assunto ou seja no “censo comum”, e que isso é comum a qualquer pessoa, mas que pode ser bom ou ruim, pois conhecer mais de um assunto é tambémdeixar de conhecer outro e exemplifica dizendo que “O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento”.

Portanto de inicio o autor define Ciência como aquele que passou por uma especialização em uma área comum a todos e que não existe nada de misterioso ou extraordinário nisso, e por outro lado o Censo comum é quem não passou pelotreinamento cientifico por uma especialização definida, aquele que age com o senso comum para melhor forma de viver, através de um comportamento ingênuo sem saber os “porquês” e “como” que envolve aquilo ao qual esta lidando.

O autor segue fazendo comparações entre o censo comum e a ciência, tais como: A ciência não acredita em magia ou fé, mas o senso comum se agarra a ela, no qual o desejo, aemoções e a fé podem alterar os fatos, a ciência diz que não é verdade, mas o senso comum continua teimando. Por sua ver o autor levanta alguns problemas que nos envolve a resolução dos mesmos e nos faz entender como funciona o senso comum para então entendermos a ciência, problemas como: Você esta guiando um automóvel e repentinamente ele para, o que é que você faria com as mãos? e com o cérebro? Quepensamentos orientariam as suas mãos?. No capitulo 2 ele dá a resposta que sintetiza em: Abrir a tampa do motor e analisar o problema a partir do modelo que dispomos em nosso pensamento, mexer nos fios nos canos e em tudo que achamos correto, conforme o modelo que pensamos de um automóvel isso é agir de forma inteligente. Outro problema fala sobre a crença na feitiçaria entre um grupo deafricano: “Um menino bateu o pé num pequeno toco de madeira que estava no seu caminho e cortou o dedão e era impossível mantê-lo limpo e em Inflamou, o garoto afirmou que bateu o dedo por causa da feitiçaria, mas a critica é que ele batera o pé no toco de madeira porque ele havia sido descuidado, mas o garoto acrescentou que ele tinha os seus olhos bem abertos para evitar tocos e que se ele não tivessesido enfeitiçado ele teria visto o toco e como argumento final ele diz que o dedo inflamou devido a feitiçaria.

Assim Rubens Alves segue demonstrando uma continuidade entre o pensamento cientifico e o censo comum, o senso comum é muito semelhante a ciência e que eles tem as mesmas necessidades, “de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver”.Através dos problemas levantados,expõem suas soluções e exemplifica, afirmando que é os defeitos que nos faz pensar, através de um modelo que criamos em nosso pensamento ao qual dispomos em nossa mente, e que a grande função do pensamento é o poder mágico de sumular o real antes mesmo que ele aconteça, compara então tal pensamento com a Ciência quando em primeiro lugar, tomamos consciência do problema, em segundo, construímos ummodelo ideal para analisar um plano geral das coisas, em terceiro, elaboramos hipóteses, e em quarto lugar testamos as hipóteses para resolver o problema.

Capítulo 3
EM BUSCA DE ORDEM
O pensamento é que o senso comum e a ciência estão em busca de ordem, que nos permite prever os acontecimentos ao qual nada acontece por acaso, tudo se encaixa perfeitamente em uma ordem, a ordem sempre...
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