Os sete saberes

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  • Publicado : 11 de abril de 2011
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3 RESUMO

Os sete saberes enunciados por Morin, objeto do presente livro são: as cegueiras do conhecimento, o erro e a ilusão; os princípios do conhecimento pertinente; ensinar a identidade terrena; enfrentar as incertezas; ensinar a compreensão; a ética do gênero humano são eixos e ao mesmo tempo, caminho que se abre a todos os que pensam e fazem educação e que estão preocupados como futuro das crianças e adolescentes.
O texto de Edgar Morin tem o mérito de introduzir uma nova e criativa reflexão no contexto das discussões que estão sendo feitas sobre a educação para o século XXI.
Aborda temas fundamentais para a educação contemporânea, por vezes ignorada ou deixada a margem dos debates sobre a política educacional.
Em relação àscegueiras do conhecimento, o erro e a ilusão Morin (2002, p.13-14) cita: “É impressionante que a educação que visa a transmitir conhecimentos seja cega quanto ao que é conhecimento humano, seus dispositivos, enfermidades, dificuldades, tendências ao erro e a ilusão e não se preocupe em fazer conhecer o que é conhecer”
Para Morin a educação deve mostrar que não há conhecimento que não esteja emalgum grau. Nesse sentido o desenvolvimento do conhecimento cientifico é poderoso para identificação de erros e de luta contra alusões. Entretanto, os paradigmas que controlam a ciência, podem desenvolver ilusões e nenhuma teoria cientifica não pode tratar sozinho dos problemas epistemológicos, filosóficos e éticos.
Morin sintetiza que os erros podem ser mentais, pois nenhumdispositivo cerebral permite distinguir a alucinação da percepção, o sonho da vigília, o imaginário do real, o subjetivo do objetivo. A própria memória é fonte de erros inúmeros, nossa mente tende inconscientemente, a selecionar as lembranças convenientes e eliminar as desagradáveis. Há também falsas lembranças, fruto de pura ilusão.

A importância da fantasia e do imagináriono ser humano é inimaginável; dado que as vias de entrada e de saída do sistema neurocerebral, que colocaram o organismo em conexão com o mundo exterior, representam apenas 2% do conjunto, enquanto 98% se referem ao funcionamento interno, constitui-se um mundo psíquico relativamente independente, em que fermentam necessidades, sonhos, desejos, ideias, imagens, fantasias, e este mundo exterior.(MORIN, 2002, p. 21)

Edgar Morin expõe também que os erros podem ser intelectuais, pois os sistemas de ideias (teorias, doutrinas, ideologias) não apenas estão sujeitas do erro, como protegem os erros possivelmente contidos em seu contexto.
Quanto aos erros da razão Morin explica que a racionalidade é a melhor proteção contra o erro e a ilusão. Nesse contexto é necessárioreconhecer, na educação do futuro, um princípio de incerteza racional, pois a racionalidade corre risco constante, caso não mantenha vigilante autocrítica a cair na ilusão racionalizadora. E a verdadeira racionalidade deve ser não apenas teórico e crítica, mas também autocríticas.
Vale ressaltar que o paradigma efetua a seleção, a determinação da conceitualização, das operações lógicas,designa as categorias fundamentais da inteligibilidade e opera o controle de seu emprego. Assim, os indivíduos conhecem, pensam e agem segundo paradigmas inscritos culturalmente neles.
O autor também relata o imprinting que é o termo proposto por Konrad Lorenz para dar conta das marcas matriciais imposta pelas primeiras experiências do animal recém nascido. Desta forma, o imprintingcultural marca os humanos desde o nascimento, primeiro com o elo da cultura familiar; depois da cultura da escola, prosseguindo pela universidade e na vida profissional.
Quanto à normalização, Morin exprimi que é um processo social (conformismo) que elimina o poder da pessoa humana de contestar o imprinting.
Ao citar a noologia (possessão) Morin está se referindo as...
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