Multiculturalismo

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  • Publicado : 15 de setembro de 2012
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.:: Multiculturalismo ::.

Como encarar a diversidade cultural existente à face do globo?

Há três grandes atitudes perante a diferença entre culturas, designadamente o etnocentrismo, o relativismo cultural e o interculturalismo.

Comecemos pelo etnocentrismo. O etnocentrismo é a total rejeição de culturas diferentes, isto é, um etnocentrista observa a sua cultura em função da suaprópria cultura, olhando para a sua cultura como uma cultura melhor, uma cultura padrão, uma cultura superior a todas as restantes. Assim sendo, o etnocentrista tenta ao máximo distanciar-se das restantes culturas e tenta não contactar com elementos de outras culturas, pois não aceita outra cultura que não a dele, não compreende aspectos culturais diferentes e fecha-se na sua própria cultura,originando algumas posturas claramente negativas como a xenofobia (ódio/repúdio por estrangeiros), o racismo (ódio/repúdio por outras raças ou elementos étnicos) e o chauvinismo (patriotismo acentuadíssimo).

Num posto intermédio, surge o relativismo cultural que, sendo um movimento que se centra na tolerância em relação à divergência cultural, não promove o diálogo e o intercâmbio entre valoresculturais, preferindo fechar as portas a novas culturas, ou seja, as culturas alheias são indiferentes a quem apoia esta ideologia e, apesar de as respeitar, não tenta interagir com outras culturas. Por este motivo, volta verificar-se o racismo nos defensores do relativismo cultural, assim como o isolamento (o desinteresse entre culturas faz com que não se estabeleça contacto entre estas e oisolamento acaba por acontecer) e a estagnação (a grande vontade em manter as tradições faz com que exista uma visão estática das culturas, o que provoca a estagnação).

Por último, e em antítese ao etnocentrismo, aparece o interculturalismo, atitude promotora da tolerância e respeito entre culturas e promotora do contacto intercultural. Os interculturalistas procuram o encontro entre culturas, o diálogoe a compreensão mútua. Acima de tudo, acham que todas as culturas são igualmente válidas e ricas, que todas as culturas merecem o respeito das demais e que todas as culturas podem viver em harmonia e defendem que o enriquecimento de uma cultura passa pela convivência com as restantes.

Em suma, os etnocentristas rejeitam as culturas que não sejam a sua e fecham-se na sua própria cultura,recusando a partilha de valores culturais, o que origina atitudes como o racismo, a xenofobia ou o chauvinismo; os apologistas do relativismo cultural acreditam que todas as culturas são boas, mas que cada uma deve viver no seu espaço, preservá-la e não contactar com as outras; e os interculturalistas não só aceitam todas as culturas, como as colocam em pé de igualdade e fomentam a abertura cultural e aimplementação do diálogo intercultural.

Ora, chegou a altura de dar a minha opinião e de me integrar num dos grupos. A decisão não é fácil. Desde logo, excluo por completo o etnocentrismo, por entender que não devemos impor as nossas ideias a ninguém a ninguém, mas sim demonstrar aos outros o porquê de nós estarmos certos. Além disso, cada individuo é moldado face à cultura em que se insere eé muito pouco provável, para não dizer impossível, que uma pessoa que nasça num espaço cultural se consiga abstrair por completo da cultura que o rodeia e se torne independente ou praticante de uma outra cultura. Quando somos novos não conseguimos discernir o certo do errado, nem conseguimos ser culturalmente independentes. Nenhuma criança portuguesa conseguirá praticar a cultura chinesa emPortugal, tendo familiares, amigos, comunicação social, etc. a oferecer-lhe a cultura portuguesa. É impraticável. Nem sequer me parecem razoáveis atitudes xenófobas ou racistas e não me parece razoável atacar inocentes que nasceram em meios diferentes dos nossos mas que são pessoas como nós, com sentimentos como nós, apenas com princípios, ideias, pensamentos, organização socioeconómica,...