Multiculturalismo

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O texto discute a temática do multiculturalismo como movimento
teórico e como prática social que contesta preconceitos e discriminações
a indivíduos e grupos culturais historicamente submetidos a processos de
rejeição ou silenciamento por sua condição de pertencimento identitário
distinto dos padrões definidos como válidos e aceitáveis, seja no espaço
escolar ou no contexto social maisamplo. O argumento central é o
de que pensar e viver no mundo atual passa pelo reconhecimento da
pluralidade e diversidade de sujeitos e de culturas com base no respeito
e tolerância recíproca, concebendo as diferenças culturais não como
sinônimo de inferioridade ou desigualdade, mas equivalente a plural
e diverso. Desta feita, propõe-se situar o cenário histórico do mundo
atual, bemcomo o multiculturalismo e suas origens, seus significados
e concepções teóricas, como forma de evidenciar o sentido políticocultural de se educar as atuais e as novas gerações a partir de uma
visão multicultural crítica, que leve em conta, no processo formativo
dos sujeitos, a necessidade e importância de se reconhecer, valorizar
e acolher identidades plurais sem representar ameaças ouquaisquer
formas de naturalização do preconceito e desrespeito à vida humana,
independente de sexo, cor, gênero, credo, etnia, nacionalidade. Buscase, com isso, superar mecanismos discriminatórios ou silenciadores da
diversidade cultural, em nome de uma sociedade baseada na justiça
social.
Multiculturalismo e Educação
Ciclo de Oficinas Pedagógicas
Susana Sacavino
1
A Novamerica,organização não governamental situada no Rio de Janeiro, tem por
finalidade a promoção e construção da democracia como estilo de vida e a participação na
sociedade civil através da promoção de processos educativos e culturais orientados à
formação de diferentes agentes sociais multiplicadores, prioritariamente pertencentes a
grupos populares e excluídos. Nesta perspectiva se situa o ciclo deoficinas pedagógicas
sobre Multiculturalismo e Educação que apresentamos a seguir, dirigidos a educadores
multiplicadores que exercem funções de dinamização em diferentes redes municipais de
ensino do Estado do Rio de Janeiro e organizações de caráter comunitário.
I. Justificativa
No contexto internacional, o tema da intolerância, do racismo e da discriminação
tem ganhadonotoriedade e afetado a convivência pacífica de grupos sociais e culturais
diferentes. Tem sido um esforço permanente de organismos internacionais a erradicação de
práticas discriminatórias, xenófobas e racistas. No entanto, em vários pontos do globo,
ainda se convive com guerras e conflitos baseados no ódio racial, na intolerância religiosa e
na xenofobia. É exatamente por conta dessa realidadepreocupante que a ONU realizou em
2001, na África do Sul, a Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial,
a Xenofobia e as formas conexas de Intolerância.
No Brasil, a discriminação e a intolerância com o “diferente” se revela muito mais
no que é tolerado e, principalmente, como é tolerado. A não aceitação do diferente tem sido
marcada entre nós pelo preconceitodissimulado, que atravessa a linguagem, as anedotas, a
representação e as práticas sociais em relação aos grupos sociais e culturalmente
discriminados. Situações que, freqüentemente levam esses grupos a experimentarem
desvantagens na garantia de seus direitos e de sua dignidade. As questões étnicas, de gênero
e de desigualdade social estão especialmente presentes numa sociedade fortementemarcada
por cinco séculos de escravidão e por uma cultura machista.
A escola brasileira está construída a partir de um forte caráter monocultural. São os
considerados “diferentes” os que nela fracassam, principalmente os negros, os oriundos de
grupos populares, os que pertencem à cultura rural e às culturas regionais das áreas
Multiculturalismo, diversidade e direito
LARISSA TENFEN SILVA ....
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