Morte

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Escola de Enfermagem Hugo Werneck

O homem diante da dor, do sofrimento e da morte.

Ana Paula Coelho da Silva
Brenda Gomes Bastos
Cíntia de Ávila Rodrigues
Jéssica Mayara Barbosa
Naiara Costa Pires
Tâmara Ludmila Silva Viana

Belo Horizonte
Novembro 2010

Ana Paula Coelho da Silva, Brenda Gomes Bastos, Cíntia de ÁvilaRodrigues, Jéssica Mayara Barbosa, Naiara Costa Pires, Tâmara Ludmila Silva Viana

O homem diante da dor, do sofrimento e da morte.

Trabalho apresentado a Disciplina Filosofia II do terceiro período do Curso de Enfermagem – Coração Eucarístico – da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.
Prof.º Dalmo Riggio

BeloHorizonte
Novembro 2010
O HOMEM DIANTE DA DOR, DO SOFRIMENTO E DA MORTE
A morte trata-se de um evento tão natural quanto nascer, crescer, ou ter filhos. Em geral, a idéia da finitude aterroriza o ser humano. O psicanalista Roosevelt Cassorla, citado em LEVY, diz que falar sobre a morte talvez seja um bom começo para que o tema seja tratado com mais naturalidade.

1. A ACEITABILIDADE DA MORTECOM RELAÇÃO ÀS CONDUTAS DE VIDA
Como a morte não é um tema muito discutido, as pessoas tendem a crer que este é um evento que não ocorrerá com elas, nem com as pessoas próximas a elas. Com esta atitude, descuidam da própria vida, e não dão o devido valor a elas mesmas e as pessoas a sua volta. Tal aspecto é constantemente observado na sociedade atual, visto que as pessoas se preocupam mais com oter do que com o ser.
A palavra morte chega aos nossos ouvidos diariamente por meio dos jornais e reportagens, que atualmente enfatizam as dores e dificuldades humanas. Mas as pessoas apenas percebem a iminência da morte quando esta atinge uma pessoa próxima a ela, que faça parte do seu círculo de convivência. A morte é um processo natural, porém, vivemos em uma sociedade de culto ao material,e isso implica em maior sofrimento diante da perda de algo, seja de uma pessoa ou até mesmo de algum objeto. (CARMO,-)

1. A MORTE COMO PROCESSO NATURAL DA VIDA
A morte entendida como óbito ou falecimento é um fato inscrito na ordem natural do universo. Ela é uma condição necessária para a renovação do ciclo das coisas: nascimento, crescimento, decadência e morte; ou primavera, verão, outonoe inverno; ou manhã, tarde e noite. Esse ciclo natural tem o seu valor e o seu encanto em cada uma de suas partes desde que elas sejam respeitadas. Assim, todas as fases da vida devem ser valorizadas em si mesmas. (TAITSON, 2008) Porém, não apenas o aspecto biológico da morte é considerado, portanto existem diversos entendimentos com relação a tal processo na vida do ser humano.
Para RooseveltCassorla, a morte se constitui no fato mais assustador da vida, certamente o maior deles frente ao qual não temos controle, previsão e qualquer compreensão. Mesmo as compreensões religiosas não são necessariamente suficientes para nossa mente inconsciente. Frente ao pavor da morte, seja lá o que ela for, nossa mente usa mecanismos inconscientes, sendo o que se chama cisão e projeção desse pavor omais importante. Graças a ele, a morte, ou melhor, o pavor da morte, é projetado (colocado fora da mente) e identificado com perseguidores externos. Dessa forma, podemos proteger-nos dela evitando ou atacando esses supostos perseguidores. (LEVY, 2004)
À medida que a ciência destrona as crenças e a religião, o indivíduo tem que se defrontar com esse pavor, com esse não saber, e poderemosidentificar dois mecanismos. Primeiro, a negação: trata-se de um mecanismo psicológico em que não percebemos a realidade. É como se ficássemos cegos a ela. A negação da morte faz parte de nossa cultura atual. Por isso nos afastamos dela, ou quando nos defrontamos com ela, nossa mente faz o possível para que nada sintamos e nos esqueçamos logo do assunto. Curiosamente, o fato de sermos bombardeados...
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