Morte

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Evangelho – dia 17/12/08 – Tema Morte

“Com a Doutrina Espírita podemos encarar a morte com serenidade, preparando-nos para enfrentá-la. Isso é muito importante, fundamental mesmo, já que se trata da única certeza da existência humana: todos morreremos um dia!”. *

“Segundo pesquisa realizada pela revista Psychology Today, o que as pessoas mais temem é o falecimento de um ente querido.” *E quem acredita que a morte é o ponto final? A derradeira estação?

O homem tem o pensamento instintivo de que nem tudo se acaba quando cessa a vida. Tem horror ao nada. Ainda que teime e resista inutilmente contra a idéia da vida futura, quando chega o momento supremo são poucos os que não se perguntam o que vai ser deles; a idéia de deixar a vida e não mais retornar é dolorosa. Quem poderia,de fato, encarar com indiferença uma separação absoluta, eterna, de tudo o que amou? Quem poderia, sem medo, ver abrir-se diante de si o imenso abismo do nada onde se dissiparão para sempre todas as nossas capacidades, todas as nossas esperanças, e dizer a si mesmo: “Qual o quê! Depois de mim, nada, nada mais além do vazio; tudo acabou; daqui a alguns dias minhas lembranças serão apagadas damemória dos que me sobreviverem; daqui a pouco não restará nenhum traço de minha passagem pela Terra; o próprio bem que fiz será esquecido pelos ingratos a quem servi; e nada pode compensar tudo isso, nenhuma outra perspectiva além do meu corpo roído pelos vermes!” **
Não devemos temer a morte; devemos temer, antes, uma má vida, que é pior que a morte. Quer dizer, o que leva o homem a temer a morte, aapavorar-se diante da idéia de morrer, não é simplesmente o instinto de conservação, nem a ignorância em relação à vida. É acima de tudo a consciência culpada. Os mártires caminhavam para morte sem medo, transbordantes de esperanças, cantando até, tal como ocorreu com os primeiros cristãos levados às feras nos circos e às fogueiras da Inquisição. Já os grandes tiranos, os grandes culpados semprefugiram e ainda fogem hoje da morte. A ameaça da morte os atormenta em todos os tempos.
A morte não é a da matéria, porque o que se dá nesse caso não é uma morte no sentido de fim; mas uma transformação. A nossa matéria ressurge então sob nova forma, assim como o grão que, aparentemente morto quando enterrado na cova, ressurge para o bem do próprio homem.
“Só peru morre na véspera!”. Será?“Não somos proprietários de nosso corpo. Usamo-lo em caráter precário, como alguém que alugasse um automóvel para longa viagem. Há um programa a ser observado, incluindo roteiro, percurso, duração, manutenção. Se abusamos dele, acelerando-o com indisciplinas e tensões, envenenando-o com vícios, esquecendo os lubrificantes do otimismo e do bom ânimo, fatalmente vernos-emos às voltas com graves problemasmecânicos. Além de interromper a viagem, prejudicando o que fora planejado, seremos chamados a prestar contas dos danos provocados num veículo que não é nosso”. *

“A iminência da morte dispara um curioso processo de reminiscência, espécie de balanço existencial. O moribundo revive, em curto espaço de tempo, as emoções de toda a existência, que se sucedem em sua mente como um prodigioso filmecom imagens projetadas em velocidade vertiginosa”. *
Nos pacientes terminais, aqueles que estão próximos da morte, devido a fraqueza física pelo desgaste da doença ou por acidente, o espírito fica mais livre do corpo e pode entrar em relação com espíritos desencarnados que vem recebê-lo no limiar do mundo espírita.
É comum os agonizantes falarem de familiares ou amigos que estão esperando. Hácasos em que acontece o fenômeno premonitório (aviso da morte). O paciente prevê a sua morte para um determinado dia e horário, afirmando que fulano virá buscá-lo neste dia e horário.
A morte, tanto quanto o nascimento, é um momento solene para o espírito e é natural que os nossos amigos libertos do corpo, nos acompanhem no nascimento e venham receber-nos na desencarnação.
Infelizmente não são...
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