Mapas conceituais para o ensino de quimica

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  • Publicado : 11 de março de 2013
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Introdução
Criar um ambiente de aprendizagem concreto e emocionante, que desperta o interesse dos alunos não é uma tarefa trivial quando se tem um currículo extenso e uma sala de aula com mais de 50 discentes. Somado a isto, monitorar o progresso da aprendizagem num ambiente como esse pode tornar-se uma tarefa esmagadora, principalmente quando se somam as diversas turmas que os professores têmque liderar, turmas repletas de alunos e alunas com dificuldade de compreensão, hiperativos ou até mesmo dispersos por motivos outros. Assim, entender de que forma o conhecimento está sendo internalizado pode ser algo desafiador e complexo, e não é de estranhar que muitos docentes acabem por considerar a carreira como desmotivante. E neste cenário, é comum encontrar docentes descompromissados,que fazem singelas apresentações e que têm como termômetro de aprendizado alguns poucos alunos de uma enorme turma, deixando todos os outros a mercê de sua própria capacidade autodidata, ou de algum outro colega que repasse um pouco do que entendeu nas horas vagas, o que gera um efeito cascata, com alunos desmotivados, sem interesse por ciência e tecnologia e com poucas perspectivas de futuroacadêmico. Logo, é a partir desse ensejo que surge a questão que irá guiar minha apresentação:
- Como podemos saber se os alunos e alunas estão desenvolvendo uma compreensão coerente e científica de termos químicos importantes? Ou seja, é possível mensurar o entendimento?
Como neste trabalho relato o uso de mapas conceituais, talvez o leitor seja levado a considerar que a resposta é instantânea.Entretanto, sejamos mais cautelosos, pois a estratégia de ensino depende das necessidades do alunado, e o uso de mapas conceituais não é a única estratégia para diagnosticar como os alunos estão aprendendo. Embora não seja unanimidade, pedir aos alunos para construir como os conhecimentos estão organizados na sua “caixola” ainda é o método mais utilizado pelos professores de todo o mundo. Nãoobstante, ainda poucos são os trabalhos que tratam dessa temática no ensino de química no Brasil (Trindade; Hartwig, 2012).
A seguir, irei fazer uma breve revisão sobre o uso dos mapas conceituais no ensino de ciências e em seguida, direcionar a argumentação para o ensino de química. Na seção posterior, uma breve justificativa será apresentada no intuito de situar o leitor a respeito da escolha dotema. Logo após, o produto desse trabalho será apresentado, ou seja, o mapa conceitual que enfatiza o princípio de Le Chatelier e finalmente, algumas consequências deste trabalho para a prática docente será discutida.
Mapas conceituais no Ensino de Ciências: Um foco na Química
Os mapas conceituais são representações espaciais de conceitos e suas inter-relações que se destinam a representar asestruturas de conhecimentos que os seres humanos alojam em suas mentes (Jonasse; Beissner; Yacci, 1993; Vanides et. al, 2005; Novak, 1993; Asan, 2007). No ensino de ciências os estudantes frequentemente são introduzidos a conceitos científicos novos, e embarcam em um processo cognitivo de construção de significado e atribuição de sentido consciente ou inconscientemente após integrar estas novasideias ao seu conhecimento existente. Os mapas conceituais fornecem uma visão única e gráfica de como os alunos organizam, conectam e sintetizam as informações. Como resultado, o mapeamento do conceito oferece benefícios para alunos em termos de organização da informação; e professores, ao verificar de que forma os alunos estão compreendendo e hierarquizando a informação.

O uso dos mapasconceituais podem se configurar como uma estratégias de ensino eficiente, pois podem dar aos alunos uma oportunidade para: (i) pensar sobre as conexões entre os conceitos científicos que estão sendo aprendidos; (ii) organizar os seus pensamentos e visualizar as relações entre os conceitos-chave de uma forma sistemática; e (iii) refletir sobre a sua compreensão (Vanides et al, 2005). Em suma, os mapas...
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