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Fichamento: História do Pensamento Econômico de Hunt e Sherman

Tanto no escravismo, quanto no feudalismo ou no capitalismo surgiram “ideologias” (ideias ou crenças) que tendiam a justificar moralmente as relações sociais e econômicas vigentes, para assim legitimar a divisão do trabalho e as diferenças entre as classes no interior de uma sociedade.
Cap.1: A ideologia da Europa pré-capitalista.(P. 09) Os seres humanos só sobrevivem em grupos, vivendo assim aprenderam a dividir tarefas, utilizar instrumentos de trabalho, etc. Isso propiciou o acumulo de excedentes e possibilitou ao homem um maior controle sobre a natureza....
A divisão do trabalho, que num primeiro momento era funcional, possibilitou, ao menos para uma pequena parte da sociedade, livrar-se do fardo do trabalhocotidiano.
(P. 10) Desse momento em diante, as sociedades começaram a sofrer um processo de diferenciação interna que deu origem às classes sociais. Para sustentar essas sociedades surgiram “ideologias” (ideias ou crenças) que tendiam a justificar moralmente essas relações sociais e econômicas. Legitimando a divisão do trabalho e as diferenças entre as classes no interior de uma sociedade.
Este livrose preocupa em analisar o capitalismo e essas ideologias que tentaram aplacar as suas convulsões internas e manter a coesão social.
Começaremos analisando os sistemas econômicos e as ideologias da Europa pré-capitalista.
(P. 11) A Escravidão em Roma e na Grécia Antiga.
Em Roma e na Grécia cerca de 80% da população era de escravos, que faziam todo tipo de trabalho, desde manual até clerical eburocrático. Que ideologia econômica vigorava nessa época? Foram escritos tratados visando justificar o regime de escravidão. Platão e Aristóteles, afirmavam que a escravidão era um fenômeno “natural”, pois segundo eles, certas pessoas nasciam para ser escravos por serem intrinsecamente inferiores.
A escravidão deu origem à noção de que todo trabalho é indigno. Essa noção desestimulou a atividadeinventiva, pois apesar do sistema escravista ter construído obras monumentais, ele era incapaz de realizar trabalhos mais complexos, o que contribuiu para a estagnação da economia romana. E do colapso do império surgiu o feudalismo.
(P. 12) O Feudalismo.
O fim do domínio romano criou bases para a hierarquia feudal, na qual o servo (camponês) recebia proteção e terras do senhor feudal, e em trocajurava lealdade e pagava com trabalho o uso da terra. Em lugar das leis, vigorava o costume do feudo, pois inexistia na Idade Média uma autoridade central forte em condições de impor um sistema de leis.
(P. 13) Apesar de não ter nada em comum com um escravo, o servo estava longe de ser “livre”. O senhor vivia à custa do trabalho dos servos que cultivavam seus campos e pagavam tributos.
(P. 14)Neste período a Igreja Católica foi a maior proprietária de terras, existindo então duas espécies de feudos os seculares e os eclesiásticos. Entretanto, a exploração do servo era a mesma.
Além dos feudos existiam diversas cidades espalhadas pela Europa que se destacavam como importantes centros comerciais manufatureiros controlados pelas guildas, contudo estas se preocupavam mais em salvar suasalmas do que obter lucros.
A Ética Paternalista Cristã.
Os senhores feudais (seculares e eclesiásticos) necessitam de uma ideologia que legitimasse o estatus quo feudal. A esta ideologia daremos o nome de ética paternalista cristã.
(P. 15) Ela baseia-se na ideia de que os homens que ocupam posição de poder e detêm a riqueza assemelham-se ao pai, e como tal tinham obrigações paternalistas para comos homens comuns. Do homem comum por sua vez, esperava-se que aceitasse seu lugar na sociedade e se submetesse, de bom grado, à liderança dos ricos e poderosos, de mesma maneira que um filho aceita a autoridade de um pai.
(P. 17) Por isso, a riqueza não era condenada, mas sim a avareza, o egoísmo, enfim, todas as motivações materialistas e individualistas.
(P. 18) O Caráter Anticapitalista da...
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