Filos kant

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Kant rejeita a ideia de que a razão seja puramente instrumental

A teoria da moralidade de Kant rejeita esta doutrina humana. Segundo Kant, nem sempre é verdade que as acções sejam produzidas pelas crenças e pelos desejos (gerados de forma não racional) do agente. Quando agimos por inclinação é isto que acontece. Contudo, quando agimos por dever ― quando as nossas acções são guiadas por considerações de carácter moral e não pelas nossas inclinações ― as coisas são completamente diferentes.
Quando agimos, há um objectivo que temos em mente ― um fim em vista ― e também um meio que usamos para tentar realizar esse objectivo. A razão determina os meios, mas não o fim. Kant concorda com esta ideia quando agimos por inclinação. Mas quando a moralidade guia as nossas acções, a razão determina tanto o fim como os meios.
Kant pensava que a moralidade deriva a sua autoridade apenas da razão. A razão por si só determina se uma acção é correcta ou errada, inpendependentemente dos desejos que as pessoas possam ter. Segundo Kant, quando agimos moralmente, as nossas acções são guiadas pela razão de uma forma que a teoria de Hume exclui.

Kant: As regras morais são imperativos categóricos

É óbvio que, como Hume disse, a razão pode mostrar-nos que meios usar dados os fins que temos. Se quero ser saudável, a razão pode dizer-me que devo deixar de fumar. Neste caso a razão fornece um imperativo que tem a forma de um imperativo hipotético: diz que devo deixar de fumar se quero proteger a minha saúde. Hume pensava que a razão não pode fazer mais do que isto. Kant, contudo, sustenta que as regras morais têm uma forma categórica e não hipotética. Um acto que é errado, é errado ― ponto. As regras morais dizem «Não faças X.» Não dizem «Não faças X se o teu objectivo é G». Kant tentou mostrar que estas regras ― imperativos categóricos ― são derivadas da razão com tanta certeza quanto o são os imperativos hipotéticos.
As regras morais que tomam a forma de imperativos categóricos

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