Filhos brilhantes alunos fascinantes

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  • Publicado : 31 de maio de 2011
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Capítulo 4 Bons filhos têm sonhos ou
disciplina, filhos brilhantes
têm sonhos e disciplina.
O mais complexo dos planetas: a mente humana O professor Romanov dava excelentes aulas de física. Certa vez, levou os alunos a compreender as poderosas forças do universo. Revelou a impressionante força gravitacional entre os planetas e as estrelas. Comentou que muitas estrelas já foram destruídas e quea luz que víamos delas eram apenas os traços do seu passado. Disse ainda que no centro das galáxias existiam os fantásticos buracos negros, cuja força gravitacional era tão grande que sugava e destruía planetas e estrelas inteiros. — Não duraríamos um milésimo de segundo se estivéssemos na proximidade desses buracos negros — comentou o professor para um extremamente atento grupo de alunos. Falouque em muitos sistemas as estrelas e planetas se chocavam. Os alunos se arrepiaram, pois não sabiam disso. Pensaram na catástrofe se a Terra se chocasse com o Sol. Apenas a aproximação do Sol inviabilizaria a vida na Terra, imaginaram. — Sabe quantas galáxias existem no universo? — perguntou Romanov. A maioria dos alunos não tinha a menor idéia. — Um milhão — arriscou Leonardo, mas achava queestava exagerando.

— Muito mais — disse o professor. — Na realidade, hoje se sabe que há mais de cem bilhões de galáxias e a cada ano descobre-se um número maior. Moramos na Via Láctea, que é uma das inumeráveis galáxias do universo. — E sabem quantos planetas e estrelas existem em cada galáxia? — novamente indagou o professor. — Mais de cem — disse Júlia. Ela pensou que talvez houvesse apenasalguns sistemas solares dentro de cada galáxia. — Mais de mil — respondeu Pedro. — Erraram de novo. Em cada galáxia há milhões de planetas e estrelas. E imaginem que a Terra é apenas um desses planetas e o Sol é apenas uma dessas estrelas. Os alunos ficaram perplexos. Nunca refletiram que o universo fosse tão grande. Todos faziam uma viagem espacial fantástica. Todos estavam vibrando, exceto umaaluna: Cláudia. Sua cabeça estava baixa, seu semblante entristecido. Cláudia parecia estar em outro planeta. E estava. Estava no mais complexo dos planetas, no planeta da sua mente, viajando nas suas idéias perturbadoras. Ultimamente ela estava ansiosa, sem concentração e roia as suas unhas. Percebendo-a cabisbaixa, Romanov delicadamente perguntou: — Querida Cláudia, o que está acontecendo? Você parecetão distante. Cláudia levantou sua cabeça lentamente. Fez um momento solene de silêncio. Em seguida, como já havia aprendido um pouco com Romanov a não ter medo de falar o que pensa, respondeu: — De que adianta conhecer as forças do universo se não tenho força para resolver meus problemas pessoais? Romanov ficou chocado com seu raciocínio inteligente e realista. Em seguida, como se quisesse pôrpara fora aquilo que a sufocava, Cláudia acrescentou: — De que adianta conhecer outros planetas se nesse planeta há tantas misérias sem solução? O que me motiva a discutir sobre as imensas galáxias que estão a milhões de anos-luz, se o pequeno espaço da minha casa é um mundo opaco, se vejo meu pai triste, sem emprego fixo, sem condições de sobreviver e, pior ainda, sem esperança? Os alunos ficaramabalados com sua resposta. O professor de física engoliu a seco as palavras de Cláudia. Ele pensou: "Ela tem razão. Por um lado, conhecer o universo era importante para as pesquisas científicas, mas, por outro lado, muitas vezes a ciência está longe da realidade das pessoas, do mundo real e concreto dos seus alunos".

Romanov sabia que a ciência estava gerando gigantes na informação mas meninosna maturidade emocional, na formação como seres humanos. O sistema educacional do qual ele fazia parte estava seco, frio, distante, desumanizado. Não poucos alunos da Escola dos Pesadelos eram financeiramente pobres. Alguns pais estavam desempregados ou subempregados, outros ganhavam tão pouco que mal conseguiam ganhar para sustentar sua família. Algumas mães deixavam de se alimentar para que...
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