Estudos de casos

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Gestão de Projectos para Profissionais
Artur Cunha - 2009Pág. 1 / 6
Caso de Estudo n° 2
O desastre do Challenger
Introdução
A 28 de Janeiro de 1986 o vaivém Challenger ia fazer história. Dos sete membros da tripulação,
encontrava-se uma “não astronauta”, uma professora primária. O lançamento do Challenger era um
projecto ambicioso e seria um grande passo para o futuro aeroespacial. ANASA ia deixar que um
cidadão comum pudesse viajar para o espaço: a ideiade segurança não podia ser maior. Estava
previsto que esta professora iria dar aulas a partir do espaço, ideia que cativou a atenção de todos:
as crianças estavam ansiosas de ter aulas com uma professora a partir do espaço e os adultos
fascinados com a ideia. Era um projecto ambicioso que tinha todo um país a seguiro seu
desenrolar. Era o início da ideia de que voar para o espaço era seguro, um filme de ficção científica
tornado real. O projecto Challenger iria ajudar a NASA a voltar a ter a reputação que tivera outrora,
e mostrar que era uma mais valia para o país.
A 28 de Janeiro de 1986, 72 segundos após o lançamento o Challenger explodiu matando os sete
tripulantes, com uma nação inteira aassistir.
Nos meses seguintes descobriu-se que este desastre poderia ter sido evitado
Âmbito do projecto
O projecto inicial tinha três objectivos:
•Reutilização do sistema de transporte espacial
•Estação espacial orbital
•Uma unidade de exploração em Marte
Os custos deste projecto eram demasiadamente elevados, e foi necessário definir prioridades. O
presidente Nixon decretou que areutilização dos sistemas de transporte seria a prioridade. Os
custos do projecto foram sub dimensionados, e a NASA começou a gerir projecto como se gere uma
empresa. Foram feitos ajustes por forma a poder reduzir os custos:
•Cortes na Investigação e Desenvolvimento para a reutilização do transporte espacial.
•Contenção de custos: combustível líquido vs combustível sólido. O combustívellíquido
custa 10x mais que o sólido. No entanto, o sistema de “shut-down”, para o combustível
sólido só poderá ser accionado, quando este for todo consumido. O sistema de impulsão só
poderia ser
i
reutilizado para o caso de combustível sólido.
O vaivém Challenger foi concebido sem sistema de emergência, pois foi assumido que ninguém
sobreviveria a uma explosão no lançamento devido àquantidade de combustível sólido existente
nos tanques (½ sólido,½ liquido). Foguetes de combustível sólido poderiam ser reutilizados até dez
vezes. Ambos os foguetes de combustível continham combustível líquido e sólido. A empresa
contratada para construir o foguete de combustível sólido foi a Morton Thiokol (MTI). O modo como
o MTI conseguiria concretizar o projecto dentro do orçamentoprevisto, seria construir os foguetes
divididos em secções na sua fábrica do Utah e envia-los depois para a Florida por comboio. Este
método não era definitivamente a melhor opção, mas era o mais barato ($100mm mais barato que
os concorrentes), razão pela qual a MTI foi a escolhida para o projecto. Como os foguetes foram
construídos por secções, foi necessário desenvolveruns anéis de borracha demodo a poder juntar
as várias secções, os quais seriam desnecessários, caso os foguetes fossem feitos de uma peça
única.
Pessoas e organizações envolvidas
Abaixo estão listadas as principais pessoas e organizações envolvidas no caso:
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Marshall Space Flight Center – Centro da NASA encarregado de desenvolver o BoosterRocket.
Morton Thiokol – Contratada pela NASA para construir o SRB (solid rocket
booster)
Alan McDonald - Director do projecto Solid Rocket Motors.
Bob Lund - Vice Presidente da Engenharia
Robert Ebeling – Engenheiro colaborador de McDonald
Roger Boisjoly - Engenheiro colaborador de McDonald
Joe Kilminster - Engenheiro num cargo de gestão.
Jerald Mason – Administrador que...
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