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Faculdade tecnólogia e ciência ead

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CLASSES E MOVIMENTOS SOCIAIS

Ilhéus
2011
DAISY DE OLIVEIRA SANTANA

JOSIMEIRE TELES
MARGARETE
SIMONE

CLASSES E MOVIMENTOS SOCIAISTrabalho apresentado ao Curso (Serviço Social) da UNIUBE – Faculdade de Ciência e Tecnologia[CLASSES E MOVIMENTOS SOCIAIS]

Tutor - EDINICE

Ilhéus
2011
O SURGIMENTO DO MOVIMENTO LGBT NO BRASIL

O preconceito e a discriminação baseados na identidade degênero1 começaram a ser questionados por aqueles que não se viam inclusos no padrão da sociedade patriarcal e heteronormativa, em que a hegemonia masculina e heterossexual se institui como a forma “aconselhável”, ou melhor, aceitável de expressão de poder2. A situação se torna mais grave quando enfocamos o Ocidente nesse tipo de análise, pois nele se entende como normal a sexualidade diretamentedecorrente da clivagem macho/fêmea; quando na verdade isto se constitui como uma perspectiva extremamente limitada e isolada das transformações sócio-sexuais. Isto se expressa como uma reprodução alienada da sexualidade reprodutiva, tão defendida e constantemente reforçada pelo universo judaico/cristão, que representa bem, ou melhor, marca a passagem de uma moral grega para uma moral cristãs.Por isso, é fundamental que enxerguemos a homossexualidade e seus
desdobramentos como algo socialmente construído. A cultura de uma determinada sociedade irá se constituir como um fator crucial para a representação desta forma de sexualidade no imaginário coletivo, isto é, a partir de um complexo de tradições, pensamentos, costumes e comportamentos que o aceite da homossexualidade se processa ounão.
ABGLT e a ERA LULA
A fundação da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT)14 em 31 de janeiro de 1995 representou a materialização de um amadurecimento político do Movimento. Hoje, a ABGLT é uma rede nacional de 203 organizações, sendo 141 grupos de gays, lésbicas, travestis e transexuais, e mais 62 organizações colaboradoras voltadas paraos direitos humanos e a AIDS. Além disso, é considerada a maior rede LGBT na América Latina. A consolidação de um movimento social é um passo importante para o ganho de visibilidade, e com certeza, parte constituinte de uma estética política da qual queremos compartilhar, ou pelo menos,compreender.

No entanto, nesta época, apesar de sua formação trilhar os caminhos da
sociologia, opresidente Fernando Henrique Cardoso era indiferente às demandas do Movimento LGBT.
Pouco se avançou no que se refere à política pública voltada para este segmento populacional. O Movimento se esforçava, articulava parlamentares apoiadores, mas nada de efetivo, no âmbito do Governo Federal, acontecia em prol dos direitos de cidadania de LGBTs. Foi com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva queos diálogos começaram a se tornar mais constantes.
Lula criou a Secretaria Especial de Direitos Humanos, que tem status de
Ministério, com o intuito de possibilitar um engajamento efetivo do Governo Federal em ações voltadas para a proteção e promoção de direitos humanos. Depois, com a criação do “Programa Brasil sem Homofobia” (2004), passou a contemplar demandas da população LGBT,historicamente excluída das políticas públicas. O Programa, que pode ser considerado um marco político em defesa dos direitos de cidadania LGBT, representa um avanço considerável que, inclusive, resultaria na convocação da 1ª Conferência Nacional LGBT, realizada entre os dias 5 e 8 de junho de 2008, na qual o presidente da República fez questão de estar presente.
A Conferência – que foi...
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