Clostridium

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA – CAMPUS I
ALUNAS: YARINA XAVIER BATISTA

Exercício de verificação de
conhecimento


Gênero Clostridium
1- Clostridium perfringens
a) Fatores de virulência:


Toxina a: toxina letal; fósfolipase C (lecitinase); aumenta a
permeabilidade vascular
Toxina b: toxina letal; atividade necrosante
Toxina e: toxina letal; permease
Toxina i: toxina binárialetal; atividade necrosante; adenosina
difosfato (ADP)ribosilada
Toxina d: hemolisina
Toxina q: hemosilina termolábil e oxigênio-lábil; citolítica
Toxina k: colagenase; gelatinase; atividade necrosante
Toxina l: protease
Toxina m: hialuronidase
Toxina n: desoxirribonuclease; hemolítica; atividade necrosante
Enterotoxina: altera a permeabilidade da membrana (citotóxica,
enterotóxica)Neuramidade: altera os receptores de gangliosídios de superfície
celular; promove trombose capilar.

b) Correlações Clínicas:

Secreção de odor fétido
Necrose progressiva
Febre
Choque

c) Epidemiologia:
C. perfringens faz parte da microbiota do solo, especialmente as
cepas do tipo A, sendo também comum no conteúdo intestinal do
homem e muitos animais. Sua ampla distribuição na natureza édevida aos esporos que C. perfringens produz, altamente resistentes
às condições ambientais (oxigênio, etc.).
Esse microrganismo é facilmente isolado de alimentos, tanto crus
quanto processados, e seu envolvimento em casos de doenças de
origem alimentar é bastante grande. Em muitos países, C.
perfringens é o agente etiológico mais frequentemente isolado em
surtos desta natureza. Umacaracterística curiosa destes surtos é
que na maioria dos casos relatados o número de indivíduos afetados
é alto. Isto certamente é devido ao fato de os surtos por C.
perfringens serem causadas pelo consumo de alimentos preparados
em grande quantidade e consumidos várias horas depois. Neste
período, o microrganismo se multiplica nos alimentos quando
mantidos em temperatura inadequada (em estufas ou emtemperatura ambiente), em vez de refrigerados. Mesmo quando
refrigerados, o frio pode demorar a alcançar o interior dos produtos,

devido ao seu grande volume, e a multiplicação existe. Nestes casos,
os esporos não são destruídos pelo calor. Em virtude do seu caráter
termófilo, à intensa atividade metabólica e à elevada velocidade de
multiplicação, a população de C. perfringens, nestascondições,
eleva-se rapidamente.
Alimentos à base de carne bovina e de carne de frango têm sido
os principais causadores de intoxicação alimentar por C. perfringens.
A maioria dos surtos relatados é associada à alimentação em
estabelecimentos institucionais.
d) Diagnóstico:
O diagnóstico é feito pelas manifestações clínicas, dados
epidemiológicos e detecção do Clostridium perfringens noalimento suspeito. Os laboratórios de análise microbiológica de
alimentos pesquisam inicialmente a presença de clostrídios
sulfito-redutores, e quando necessário, confirmam a presença de
C. perfringens através de testes específicos.
O diagnóstico é confirmado pela demonstração do C.
perfringens em cultura semiquantitativa anaeróbica de alimentos (
> 10 5/g) ou fezes de pacientes ( > 10 6/g) aolado de evidências
clínicas e epidemiológicas. A detecção de toxina em fezes de
pacientes também confirma o diagnóstico. Ensaios sorológicos
são utilizados para detectar enterotoxina em fezes de pacientes e
para teste da capacidade das cepas produzirem toxina.
e) Tratamento:

Gangrena gasosa → debridamento do tecido necrosado e
antibioticoterapia.
Enterite necrotizante → terapia desuporte e ressecção de
seguimento necrosado;
Toxinfecção alimentar → terapia de suporte.

2- Clostridium Tetani
a) Fatores de Virulências:

Formação de esporos;
Tetanospamina: neurotoxina termolábil; bloqueia a liberação de
neurotransmissores isto é, ácido gama-aminobutírico, glicina para
sinapses inibitórias;
Tetanolisina:
hemolisina
termoestável
de
importância
desconhecida.

b)...
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