Ser diferente

Páginas: 424 (105914 palavras) Publicado: 4 de dezembro de 2013
O preço de ser
diferente

Mônica de
Castro
ditado por Leonel

O preço de ser
Diferente

Este livro é dedicado
a todos aqueles que,
de uma forma ou de outra,
foram alvo de algum
tipo de preconceito.
Porque o amor não conhece fronteiras
nem esbarra na convenção dos limites.

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ContraContra-Capa
Quando a sociedade estabeleceu ummodelo de normalidade, criou uma guerra
antropológica com a natureza humana.
A diversidade natural é real e em torno dela age a funcionalidade da ecologia, que
trabalha em favor do progresso de todos.
Cada um de nós é único, com um temperamento original relativo às necessidades
essenciais do progresso pessoal e coletivo. Quem resolve seguir o modelo se ilude bloqueando
a expressão de sua alma,criando insegurança, doença, desilusão e sofrimento.
Os iludidos dão mais importância às aparências do que à verdade, que prioriza os
valores eternos do espírito.
Servos do mundo, sofrem o mundo.
Em razão disso, quem assume sua verdade e age de acordo com os valores da Vida,
mesmo enfrentando o preconceito e pagando O PREÇO DE SER DIFERENTE, passa
credibilidade, obtém respeito e se realiza.Porém os escravos do preconceito estão se candidatando no futuro a experimentar as
mesmas experiências que criticaram, a fim de aprender a conviver com as diferenças.
FRATERNIDADE é o resultado da capacidade de apreciar as diferenças.
LUIZ GASPARETTO

Capitulo 1
Fazia um calor infernal quando as portas da escola publica em que Romero estudava
se abriram. O menino saiu esbaforido,esfregando a testa e o pescoço para enxugar o suor.
Caminhou alguns metros, até que chegou ao ponto de onibus e parou. Do outro lado da rua, os
colegas de turma passaram e apontaram para ele. Em seguida pararam, e cochicharam algo no
ouvido uns dos outros, soltando risadas sarcásticas.
— Olha lá a bichinha! — cantarolou um deles, apontando o dedo para Romero e
rindo feito um demônio.
Na mesma hora,Romero sentiu o rosto arder. Abraçou a pasta e desatou a correr, sob
as risadas dos outros meninos, que continuavam a apontar para ele e a gritar:
— Lá vai a bichona!
— Pega, pega o veadinho!
— Ai, ai, boneca...
Romero correu tanto que nem percebeu que disparava a caminho de casa. Somente
quando viu o portão de ferro do seu jardim foi que se deu conta de que havia chegado. Apoiou
a mão noportão, tentando respirar e lutando para não chorar. Por que não o deixavam em
paz? Por que viviam acusando-o de algo que não era?
— Veio a pé Romero? — Era a voz de Judite que vinha chegando da faculdade. —
O que houve? Você está pálido.
Judite era a irmã querida, a única que parecia realmente se importar com ele. Cinco
anos mais velha, ingressara na faculdade de letras e era muito bela.Romero correu para seus
braços e desatou a chorar. Era sempre assim: os meninos da rua ou da escola implicavam com
ele, e era Judite quem sempre o defendia e consolava.

— O que lhe fizeram? — prosseguiu ela, com ar bondoso. — Foram os garotos de
novo? Debocharam de você?
— Ah, Judite, não sei por que fazem isso comigo. Não sou nada disso que eles dizem
que sou!
— Sei que não, querido. Evocê não devia se importar.
— Mas eu me importo. Sabe o que papai vai dizer.
— Ele não vai dizer nada. Você não precisa contar.
— Mas ele tem um jeito de adivinhar as coisas...
Era verdade. O pai de Romero era inspetor na escola em que ele estudava, trabalhando
em dois turnos para sustentar a família. Era honesto e correto, gozando de prestígio com o
diretor. Não havia nada que acontecesse naescola que ele não descobrisse.
— Você acha que alguém viu e vai contar a ele? — perguntou Judite.
— Não sei...
— Mas o que lhe fizeram desta vez? Bateram em você? Xingaram?


E. Eu estava no ponto, esperando a condução. Os meninos passaram e me

chamaram de bichinha, de veado... Só porque não tenho namorada...
Romero fez um beicinho trêmulo e agarrou-se a Judite, que acariciou e beijou...
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