O universalismo religioso

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 27 (6511 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 22 de abril de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
Compreendendo o Universalismo Religioso
Autor: Carl Teichrib, Forcing Change, Volume 2, Edição 1.

Introdução

O processo de globalização tem um alcance muito além da economia. Como um sistema total, que incorpora elementos sociais e políticos, essa transição mundial foi colocada em marcha por diversas forças históricas e filosóficas. Neste contexto, a religião encontra-se nadianteira e no centro da busca por um novo paradigma internacional.

Em nenhum outro lugar isto é mais evidente do que na reorientação filosófica em direção ao universalismo religioso — a ideia que todas as religiões e fés são simplesmente caminhos divergentes que eventualmente levam ao mesmo objetivo final.

O controverso teólogo católico Hans Küng, defendeu essa posição no prefácio queescreveu para o livro The Meaning of Other Faiths: "... após o ecumenismo intraprotestante e intracatólico, chegamos irrevogavelmente à terceira dimensão ecumênica, o ecumenismo das religiões do mundo!" [1].

Marcus Braybrooke, presidente do Congresso Mundial das Fés, refletiu sobre como a religião poderá ser alterada em uma cultura global:

"Minha esperança — embora certamente nãoseja a esperança de todos no movimento interfé — continua sendo que o diálogo eventualmente trará a convergência ou, pelo menos, que a teologia se tornará uma disciplina inter-religiosa, ou uma 'teologia global'... um compartilhamento do Espírito. Somente esse compartilhamento tornará possível a recuperação dos valores espirituais que oferecem esperança para um mundo que está em agonia." [2].Se uma teologia mundial ou uma "convergência" religiosa é parte do processo de globalização, podemos ver prenúncios dessa mudança hoje? A resposta pode ser encontrada em uma tendência cada vez mais aceita na sociedade: o universalismo religioso.

Este relatório tem três propósitos:

Demonstrar que essa transição no pensamento está ocorrendo agora.

Explorar alguns dosatores históricos que promovem e fazem avançar o universalismo religioso.

Contemplar a resposta cultural que poderá ocorrer pela aceitação do universalismo como uma norma social e analisar alguns paradoxos na posição.

Não Importa

"Não importa se você é cristão, ou budista, ou muçulmano, ou judeu", assim me garantiu um homem com quem conversei. Ele então fez uma pausa eenfatizou: "Somos todos iguais. Todas as religiões são caminhos para Deus."

Esta não foi a primeira vez que encontrei o universalismo religioso, mas foi um dos exemplos pessoais mais perturbadores, pois o indivíduo que defendia essa filosofia declarava ser um cristão. Em retrospecto, esse encontro não deveria ter sido uma surpresa. Muitas pessoas que afirmam serem cristãs estão rapidamenteassimilando o universalismo religioso.

Jonathan Cooper, o administrador do site da Galeria de Arte de Nova Gales do Sul, escreve a respeito de uma experiência similar com uma pluralista pós-cristã: "Recentemente, uma amiga me surpreendeu ao dizer que não mais se identificava como uma cristã. Ela me disse que ainda orava, porém não mais aceitava a crença que há somente um caminho para Deus."[3].

Em setembro de 2007, em uma discussão no blog MotherJones, uma pessoa expressou uma opinião que é hoje compartilhada por muitos cristãos: "Sou cristão, porém acredito que existem muitos caminhos para Deus. Estou cansado de ouvir pessoas da minha fé dizerem que há somente um caminho..." [4].

Não há dúvida que o contexto religioso/cultural/histórico cristão do mundo ocidental estásob severa pressão. O pluralismo espiritual, outro termo que denota o universalismo religioso, se inseriu no tecido da sociedade que antigamente era reconhecida como predominantemente baseada no cristianismo. Assim, a confusão parece reinar de igual forma nos púlpitos e nos bancos das igrejas.

Em 2002, o Instituto Barna realizou uma pesquisa sobre os cristãos americanos — aqueles que...
tracking img