O poder e o estado

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 5 (1146 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 8 de julho de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
As teorias sociológicas clássicas sobre o Estado

Marx, Durkheim e Weber, os três autores clássicos da Sociologia, tiveram, cada um a seu modo, uma vida politica intensa e fizeram reflexões importantes sobre o Estado e a democracia de seu tempo. Vamos ver o que pensavam sobre esses temas.
Karl Marx. Tendo escrito sobre as questões que envolvem o Estado num período em queo capitalismo ainda estava em formação, Marx não formulou uma teoria especifica sobre o Estado e o poder. Num primeiro momento, ele se aproximou da concepção anarquista, definindo o Estado como uma entidade abstrata, em contradição com a sociedade. Seria uma comunidade ilusória, que procuraria economicamente a sociedade.
No livro A ideologia alemã, escrito em 1847 emparceria com Friedrich Engels, Marx identificou a divisão do trabalho e a propriedade privada, geradoras das classes sociais, como a base do surgimento do Estado, que seria a expressão jurídico-politica da sociedade burguesa. A organização estatal apenas garantiria as condições gerais da produção capitalista, não interferindo nas relações econômicas. Em 1848, no manifesto comunista, Marx e Engelsafirmaram que os dirigentes do Estado moderno funcionavam como um comitê executivo da classe dominante (burguesia).
Nos livros escritos entre 1848 e 1852, As Lutas de classe na França e O dezoito Brumário de Luís Bonaparte, analisando uma situação histórica especifica, Marx declara que o Estado nasceu para refrear os antagonismos de classe, e por isso, é o Estado nasceu pararefrear os antagonismos de classe, e, por isso, é o Estado da classe dominante. Mas existem movimentos em que a luta de classes é equilibrada e o Estado se apresenta com independência entre as classes em conflito, como se fosse um mediador.
Analisando a burocracia estatal, Marx afirma que o Estado pode estar acima da luta de classes, separado da sociedade, como se fosse autônomo.É nesse sentido que pode haver um poder que não seja exercido diretamente pela burguesia. Mesmo dessa forma, o Estado continua criando as condições necessárias para o desenvolvimento das relações capitalistas, principalmente o trabalho assalariado e a propriedade privada.
No livro A guerra civil na França, escrito em 1871, Marx analisa a Comuna de Paris e volta a olhar a questão do Estadode uma perspectiva que se aproxima da anarquista. O desaparecimento do Estado seria resultante da transferência do poder para a federação de associações dos trabalhadores.
Para Karl Marx o Estado é, portanto, uma organização cujos interesses são os da classe dominante na sociedade capitalista: a burguesia.
Émile Durkheim. Ao analisar a questão da politica e do Estado, Durkheim teve comoreferencia fundamental a sociedade francesa de seu tempo. Como sempre esteve preocupado com a coesão social, inseriu-a de forma clara na questão. Para ele, o Estado é fundamental numa sociedade que fica cada dia maior e mais complexa, devendo estar acima das organizações comunitárias.
Durkheim dizia que o Estado “concertava e expressava a vida social”. Sua função seria eminentementemoral, pois ele deveria realizar e organizar o ideário do individuo e assegurar-lhe pleno desenvolvimento. E isso se faria por meio da educação publica voltada para uma formação moral sem fins conceituais ou religiosos. De acordo com o filosofo, o Estado não é antagônico ao individuo. Foi o Estado que emancipou o individuo do controle despótico e imediato dos grupos secundários, como a família, aIgreja e as corporações profissionais, dando-lhe um espaço mais amplo para o desenvolvimento de sua liberdade.
Para Durkheim, na relação entre o Estado e os indivíduos, é importante saber como os governantes se comunicam com os cidadãos, para que estes acompanhem as ações do governo. A intermediação deve ser feita por canais como os jornais e a educação cívica ou pelos órgãos...
tracking img