O negociador

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Debates GVsaúde - Primeiro Semestre de 2008 - Número 5

COMUNICAÇÃO E PLANEJAMENTO

A Importância do Planejamento
Professor de Estratégia e Gestão da FGV-EAESP

Wilson Rezende da Silva
e Planejamento Estratégico na área de Saúde estão na moda. Melhor dizendo, a Saúde é moda no tema Planejamento Estratégico, haja vista que o mais recente livro, de um dos grandes papas do planejamentoestratégico – senão o maior deles –, Michael Porter, trata desse assunto. Um estudo recentemente lançado pela IBM, que prospecta cenários para o setor de Saúde até 2015, também é um exemplo de como essa questão da estratégia, do planejamento estratégico, de elaboração de cenários é cada vez mais importante na área de Saúde. O tema que aqui será abordado é responsável por cerca de 50% do sucesso de umaempresa, desde que bem conduzido. Contudo, confesso que ler e ouvir que o Planejamento é responsável por tamanha parcela do sucesso de uma organização é uma realidade que sempre me causou incômodo. E sou ligado à questão do planejamento e do planejamento estratégico há muito tempo, mas achava que alguma coisa não batia, até que há cerca de três meses, li uma entrevista do cineasta brasileiroWalter Salles. Questionado sobre quais as razões do sucesso de um filme, ele disse que 50% se devem ao roteiro; 50% aos atores; 50% à direção; 50% à montagem e assim por diante. E acrescentava: Se você errar num desses 50% você compromete metade do seu resultado. Depois disso, fiquei um pouco mais

OS TEMAS PLANEJAMENTO

O PLANEJAMENTO É RESPONSÁVEL POR TAMANHA PARCELA DO SUCESSO DE UMAORGANIZAÇÃO. É UMA REALIDADE QUE SEMPRE ME CAUSOU INCÔMODO

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Comunicação & Gestão em Saúde

Debates GVsaúde - Primeiro Semestre de 2008 - Número 5

à vontade para dizer que o tema de hoje representa 50% do sucesso de uma organização, mas que temos que lembrar que têm vários outros 50%, a implantação do planejamento estratégico, o monitoramento do planejamento estratégico, a questão da governança edo modelo de gestão. No momento, nosso foco será direcionado para aqueles primeiros 50%. Isso tudo é importante para afastar a figura de ora vilão, ora salvador da pátria do planejamento. Quem já está há um bom tempo na estrada, tratando e trabalhando com Planejamento e Planejamento Estratégico, já passou por períodos nos quais a sua função era execrada. Na Década de 1980, passamos um por isso. Porobrigação profissional, fui obrigado a ler artigos que diziam, por exemplo, que o sucesso das empresas japonesas – no auge, naquele momento, em comparação ao declínio das empresas americanas –, era devido ao fato de que as japonesas não usavam o planejamento estratégico! E as americanas insistiam em esse instrumento. Ora era um traste que burocratizava as organizações e tirava delas aflexibilidade, ora era aquele instrumento salvador da pátria e que representava 50%, quando não mais, das razões de sucesso de uma organização. Hoje, felizmente, a questão do Planejamento saiu dessa dicotomia de salvador ou vilão. Estabeleceu-se o bom senso. É visto como um instrumento fundamental, que faz parte de um contexto mais amplo. E por que é importante? Por uma série de fatores, dentre os quais odeslocamento dos detentores do controle acionário e da gestão. O planejamento estratégico é um instrumento eficientíssimo quando ocorre o descolamento entre quem detém a ação e as pessoas que fazem a gestão. E, cada vez mais, inclusive na área de Saúde, isso é uma verdade absoluta não há a integração entre controle acionário e gestor. Na presença dessa dicotomia, um dos instrumentos básicos efundamentais para alinhar esses dois grandes grupos – quem detém o controle acionário e quem gere a organização – é o Planejamento Estratégico. O Planejamento é importante também porque em um mundo em constante mudança, é determinante que as pessoas e organizações planejem, até porque o melhor sinônimo para planejar é pensar. Desse modo, em um mundo em que as coisas mudam, em que aquilo que se sabia...
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