A segunda leva de invasores humanos

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  • Publicado : 22 de janeiro de 2013
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RESUMO DE LIVRO

A SEGUNDA LEVA DE INVASORES HUMANOS

Um dos primeiros atos dos marinheiros portugueses que, a 22 de abril de 1500, alcançaram à costa de floresta do continente sul americano, foi derrubado uma árvore. Do tronco desse sacrifício ao machado de aço, confeccionaram uma cruz rústica.
A esquadra que fez a descoberta estava ostensivamente na rota do Oriente, das Índias, que, apenastrês anos antes, os portugueses pela primeira vez haviam alcançado pelo caminho do cabo da Boa Esperança. Pedro Álvares Cabral, o capitão da segunda expedição, havia fixado um curso bem afastado da costa africana na esperança de ventos mais favoráveis e, por isso o avistamento da terra brasileira parece um acontecimento casual. No entanto, os mapas portugueses havia muito situava uma “Terra deVera Cruz”. De fato Vera Cruz foi o nome que Cabral deu a terra, tão logo avistou. A cruz de madeira erigida naquela praia alienígena, portanto, também simbolizava o sentido que os portugueses procuravam atribuir-lhes.
O relato de Pero Vaz Caminha demonstra que o encontro foi totalmente harmonioso. Os índios ajudaram de bom grado os portugueses a se reabastecerem de água, e no final pegaram seusinstrumentos musicais e dançaram juntos. Cabral recusou a sugestão de que se raptassem alguns de SUS novos vassalos. Os marinheiros se contiveram de molestar as mulheres. Caminha foi conquistado pelo seu encanto – os habitantes estão em estado de inocência, não possuem vergonha, vícios, falsos ídolos. Afora o cultivo de umas poucas raízes, que lhes exige pouco trabalho, vivem dos frutos da florestae do peixe dos rios. Por isso, será fácil sua conversão ao cristianismo.
A esquadra içou vela após uma pausa de apenas uma semana. Não se designou nenhuma guarnição para ficar em Porto Seguro, a não ser os dois degregados.
A nau de 1501 foi a primeira a carregar amostras dos primeiros tesouros florestais do Brasil. Tratava-se de uma madeira corante chamada ipirapitanga. Os portugueses a chamavamde pau-brasil. O cerne quando mergulhado em água imediatamente torna-se violeta avermelhado. A grande e crescente demanda européia por corante e tintas haviam sido satisfeita por uma madeira asiática semelhante. Assim o pau-brasil já era uma palavra utilizada no comercio.
Existe muito pouco registro sobre a exploração do pau-brasil. Os comerciantes deixavam feitores nas costas para trocaremmercadorias pela madeira. D. Manuel entregou a exploração da nova colônia a um grupo de comerciantes, que deviam despachar pelo menos seis navios por ano para extrair pau-brasil e o que mais pudessem encontrar. Consta que, nos primeiros anos, coletaram cerca de 1200 toneladas/anos.
Os comerciantes excluídos logo romperam o monopólio, multiplicando o numero de navios que exploram a madeira. Uma vezque essas toras eram vendidas para França, cujo rei não via razão nenhuma para respeitar a linha do tratado português-espanhol. O comércio cresceu, pois, consideravelmente em volume, sobretudo porque os franceses apreciavam o pau-brasil e outras arvores da Mata Atlântica como madeira para marcenaria. Algumas vezes os feitores franceses também completavam seus carregamentos com algodão.
Em 1605, acoroa portuguesa alarmada com os relatórios de que, com o corte indiscriminado e a estocagem, as madeiras “virão a acabar e perder de todo”, passou a controlar o corte e criou a função de guardas florestais. A penalidade para extração ilegal era a morte. Em 1607, o pau-brasil voltou a ser monopólio, cujos concessionários eram autorizados a importar apenas seiscentas toneladas por ano. Calcula-sequeessa tonelagem exigiu a derrubada de aproximadamente dois milhões de arvores durante o primeiro século. E provavelmente deve ser corrigido para mais, por conta de estragos e naufrágios, a estocagem dos próprios nativos e as queimadas a que recorriam para derrubada das arvores que por vezes escapavam de seu controle.
Muitas vezes as viagens de volta a Europa também levavam também escravos...
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