Drogas na escola

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  • Publicado : 30 de abril de 2011
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Teoria da Ação Antidialógica.

Os homens são seres da práxis. São seres do que fazer, diferentes por isto mesmo, os animais são seres do puro fazer. O que fazer é teoria e prática, é reflexão e ação. Uma conhecida afirmação de Lênim “Sem teoria revolucionária não pode haver movimento revolucionário”, significa precisamente que não há revolução com verbalismos, nem tampouco com ativismos, mascom práxis.
O esforço revolucionário de transformação radical destas estruturas não pode ter, na liderança, homens do que fazer e, nas massas oprimidas, homens reduzidos ao puro fazer.
Esta dicotomia existe como condição necessária, na situação de dominação, em que a elite dominadora prescreve e os dominados seguem as prescrições. Para dominar, o dominador não tem outro caminho senão negar asmassas populares à práxis verdadeira.
Do mesmo modo, uma liderança revolucionaria, que não seja dialógica com as massas, e não é revolucionaria, ou esta equivocada e presa de uma sectarização, indiscutivelmente mórbida, também não é revolucionaria.
Impõem –se, pelo contrario, a dilogicidade entre a liderança revolucionaria e as massas oprimidas.
Estamos convencidos de que o dialogo com asmassas populares é uma exigência radical de toda revolução.
A verdadeira revolução, cedo ou tarde, tem de inaugurar o dialogo corajoso com as massas. Sua legitimidade está no dialogo com elas, não no engodo, na mentira.
É preciso que fique bem claro que, por isto mesmo que estamos defendendo a práxis, a teoria do fazer, não estamos propondo nenhuma dicotomia de que resultasse que este fazer, sedividisse em uma etapa de reflexão e outra, distante de ação. Ação e reflexão se dão simultaneamente.
Nega-la, no processo revolucionário, evitando, com o dialogo com o povo em nome da necessidade de organiza-lo, e no fundo, temer a liberdade. É negar o próprio povo ou não crer nele.
Críticos seremos, verdadeiros, se vivemos a plenitude da práxis.
A elite dominadora pensa junta ás massas, poisassim pensando, melhores as conheçam, e melhor conhecendo-as melhor as dominem.
Pensar com as massas seria a superação de sua contradição, pensar com elas significaria já não dominar.
Por isto é que a melhor forma de pensar certo, do ponto de vista da dominação é não deixar com que as massas pensem, é não pensar com elas.
Em todas as épocas os dominadores foram sempre assim, jamaispermitiram às massas que pensassem certo. Não é o mesmo com que ocorre com a liderança revolucionária, esta, ao não pensar com as massas, fenece.
Por isto mesmo que há a necessidade de dialogar com as massas, pois com seu conhecimento crítico da liderança, se transforma em razão da realidade.
Há os que pensam, às vezes, com boa intenção, mas equivocadamente, que demorado o processo dialógico.
Mesmoporque, não é possível fazer educação antes da chegada ao poder, Educação Libertadora, assim acreditam na necessidade do diálogo com as massas, mas não crêem na sua viabilidade antes da chegada ao poder.
A nossa posição, já afirmada e que se vem afirmando em todas as páginas deste capítulo, é que seria realmente ingenuidade esperar das elites opressoras uma educação de caráter libertário.
É que todoser se desenvolve (ou transforma) dentro de si mesmo, nas suas contradições.
O processo dialógico se desenvolve num amplo esforço educativo, pois, não é possível planejar a educação antes da chegada do poder.
Existem alguns pontos que são fundamentais, na necessidade do diálogo com as massas, antes mesmo da chegada do poder.
De acordo com Paulo Freire, a revolução é um caráter pedagógico quenão pode ser esquecido, pois, a chegada do poder é um momento decisivo.
A revolução se gera na medida em que é ação cultural visando assim o ser social e que se gera. Esta revolução nasce da sociedade velha opressora que foi superada.
As condições objetivas buscam a superação da situação opressora com a instauração de uma sociedade, de homens em processo de libertação.
O diálogo com as massas...
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