A influencia afetiva no processo de escolarização

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  • Publicado : 30 de julho de 2012
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A influência da relação afetiva no processo de escolarização |
Caroline Saback Muniz |
A relação afetiva em sala de aula é um tema que tem despertado bastante interesse no âmbito educacional. Cada vez mais é indissociável o poder da afetividade em sala como ajuda no sucesso ou fracasso no processo de escolarização. Tanto alunos como professores percebem esta importância, mesmo que estapercepção seja de forma implícita.
O ritmo de vida mudou muito nos últimos anos, e alguns professores não conseguem acompanhar estas mudanças, ou simplesmente se negam a enfrentar os avanços tecnológicos, influenciando direta ou indiretamente na metodologia a ser aplicada, o que muitas vezes dificulta no processo de ensino e aprendizagem. Estes avanços tecnológicos roubam cada vez mais a atenção dos nossosalunos e se o professor não tiver “jogo de cintura” não consegue obter sucesso nos seus objetivos educacionais.
Esta proximidade com o aluno é uma das formas da influência da relação professor aluno no processo de escolarização. Através de uma aproximação agradável, utilizando a mesma linguagem que nossos alunos usam e despertando o interesse, podemos prender a atenção deles e assim, competir coma tecnologia e a globalização.
Existe como forma de influência na relação professor-aluno também a carência do aluno, a necessidade de atenção, o tratamento individualizado (pois cada aluno já vem com experiências, costumes e saberes próprios), a preocupação com a homogeneização da compreensão dos assuntos passados para a turma (já que cada aluno tem o seu ritmo de compreensão), dentre outros.Portanto, há a necessidade também, de um esclarecimento maior sobre os aspectos afetivos envolvidos no processo de escolarização, em virtude das constantes confusões que se costuma fazer entre compromisso, sentimentos, emoções, preconceitos, que estão presentes em qualquer relação social. Tal esclarecimento contribui para um melhor entendimento sobre todos os fatores afetivos que interferem noprocesso ensino-aprendizagem na medida em que pode subsidiar formas de administrar todos esses fatores.
Para se falar sobre a relação afetiva entre os professores e os alunos, seria imprescindível, antes de mais nada, se falar sobre a diferença existente entre professores e educadores.Professores, há aos milhares. Mas professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor. Educador, aocontrário, não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança.
Alves, 1986Segundo Alves (1986) realizamos um salto de educadores para professores, assim como também o realizamos de pessoas para funções. É função do professor ajudar ao educando a tornar-se um sujeito social e reflexivo perante as leis e decisões que são apresentadas “democraticamente” paraque possam, assim, se posicionar e criticar buscando o aperfeiçoamento da sociedade (Freire, 2000).
Partindo desse pressuposto, o educador passa a ser, freqüentemente, um mau funcionário, pois o ritmo do mundo do educador não segue o ritmo do mundo da instituição, pois, ser educador vai além de cumprir obrigações e horários.“Eu diria que os educadores são como velhas árvores. Possuem uma face, umnome, uma estória a ser contada. Habitam um mundo em que o que vale é a relação que os liga aos alunos, sendo que cada aluno é uma “entidade” sui generis, portador de um nome, também de uma estória, sofrendo tristezas e alimentando esperanças. E a educação é algo para acontecer neste espaço invisível e denso, que se estabelece a dois. Espaço artesanal.
Mas os professores são habitantes de um mundodiferente, onde o “educador” pouco importa, pois o que interessa é um “crédito” cultural que o aluno adquire numa disciplina identificada por uma sigla, sendo que, para fins institucionais, nenhuma diferença faz aquele que a ministra. Por isto mesmo professores são entidades “descartáveis”, da mesma forma como há canetas descartáveis...”
(Alves, 1986 p.13)Sendo assim, notamos o quanto a...
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