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  • Publicado : 11 de abril de 2013
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Cap 6

O interior do templo era, usualmente, apenas um pequeno sacrário para a estátua de um deus. As procissões e os sacrifícios tinham lugar do lado de fora.A igreja, por sua vez, tinha que encontrar espaço para toda a congregação que se reunia para o serviço religioso, quando o padre recitava a missa no altar-mor ou proferia seu sermão.
Assim, aconteceu que as igrejas não foram modeladaspelos templos pagãos, mas pelo tipo de vastos salões de reunião que nos templos clássicos eram conhecidos pelo nome de “basílicas”, o que significa aproximadamente “salões reais”.
Na maioria das basílicas, a espaçosa nave era simplesmente coberta por um teto de madeira com vigas visíveis. As alas tinham com frequência um teto plano. As colunas, que separavam a nave das alas,eram muitas vezessuntuosamente decoradas.
As igrejas e santuários cristãos não podiam, por restrições da religião, apresentar estátuas e imagens para serem louvadas. Entretanto, no sexto século, o Papa Gregório empreendeu mudanças neste aspecto, lembrando que a maioria dos cristãos não poderia ler ou escrever. Então, para ‘ensiná-los” sobre a religião, as imagens poderiam ser utilizadas didaticamente.
No começo, osartistas ainda usaram os métodos narrativos que tinham e desenvolvidos pela arte romana, mas , gradualmente, passaram a concentrar-se cada vez mais no que era estritamente essencial. Um artista helenístico teria aproveitado a oportunidade para retratar uma grande multidão numa cena alegre e espetacular. Mas o mestre dos novos tempos escolheu um método muito diferente.
Sua obra não é uma pinturade ágeis pinceladas; é um mosaico, laboriosamente reunido, de cubos de pedra ou de vidro que produzem profundidade, cores cheias, e conferem ao interior da igreja, coberto de tais mosaicos, um aspecto de solene esplendor.
A figura imóvel e serena do cristo ocupa o centro do quadro. Não é o nosso conhecido cristo barbudo, mas o jovem claro e de longa cabeleira que viveu na imaginação dosprimeiros cristãos. Tem um manto púrpura e estende seus braços num gesto de bênção para ambos os lados, onde se encontram dois apóstolos que lhe oferecem os pães e os súditos que rendem tributo a seus senhores costumavam fazer nessa época. De fato,a cena parece uma cerimônia solene.
As ideias egípcias sobre a importância da clareza na representação de todos os objetos tinham retornado com grande força,por causa da ênfase que a igreja dava a clareza.
Mas as formas que os artistas usaram nessa nova tentativa não eram as formas simples de arte primitiva, mas as formas desenvolvidas da pintura grega. Assim, a arte cristã da idade média tornou-se uma curiosa mistura de métodos primitivos e sofisticados.
“Os argumentos com que procuraram justificar esse ponto de vista eram tão sutis quanto osusados pela outra parte: ”Se Deus, em sua misericórdia, pôde decidir revelar-se aos olhos dos mortais na natureza humana do cristo”, argumentavam eles, “por que não estaria ele também disposto a manifestar-se em imagens visíveis”? Não adoramos essas imagens em si mesmas, como fizeram os pagãos. “Adoramos Deus e os santos através de suas imagens e para além delas.”Seja o que for que pensamos sobre alógica dessa tese. A sua importância para a história da arte foi tremenda.
Ao exigir dos artistas que pintavam imagens sagradas que respeitassem estritamente os modelos antigos, a igreja bizantina ajudou a preservar as ideias e realizações da arte grega nos tipos usados para roupagens, faces ou gestos.
O modo como as pregas do manto se desdobram em torno do corpo e irradiam em redor dos cotovelose joelhos, o método de modelar a face e as mãos acentuando as sombras, e mesmo a amplidão circular do próprio trono da virgem, teriam sido impossíveis sem as conquistas da pintura grega e helenística.
Se observarmos os mosaicos feitos por esses artistas gregos nos Bálcãs e na Itália, durante a idade média, vemos que esse império oriental tinha conseguido,de fato, ressuscitar algo da grandeza e...
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