Trabalho em sala de aula

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  • Publicado : 15 de junho de 2012
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Sabemos que o processo ensino-aprendizagem não é único. No desenvolvimento da prática acontece a relação cognitiva e pedagógica. Daí a importância de o alfabetizador e os demais educadores conhecer o caminho percorrido pela criança nesse processo e propor atividades que permitam o acesso à informação e à construção do conhecimento. Enfim, a seleção dos conteúdos, dos objetos e das atividades deveestar direcionada a uma prática focada na alfabetização e no letramento, pois a interação em sala de aula é contínua e todo esse processo precisa ser considerado.
É imprescindível que o professor alfabetizador saiba identificar e compreender o raciocínio realizado pelas crianças para conseguir orientá-las com sucesso na superação das hipóteses e na descoberta da explicação que realmentefunciona para o sistema de escrita da língua portuguesa. O aprendizado do sistema de escrita não se reduziria ao domínio de correspondência entre grafemas e fonemas (a decodificação e a codificação), mas se caracteriza como um processo ativo por meio do qual a criança, desde seus primeiros contatos com a escrita, construiria e reconstruiria hipóteses sobre a natureza e o funcionamento da língua escrita,compreendida como um sistema de representação. Partindo dessa concepção, uma proposta de ensino de língua deve valorizar o uso da língua em diferentes situações ou contextos sociais, com sua diversidade de funções e sua variedade de estilos e modos de falar. Para estar de acordo com essa concepção, é importante que o trabalho em sala de aula se organize em torno do uso e que privilegie a reflexãodos alunos sobre as diferentes possibilidades de emprego da língua. Isso implica, certamente, a rejeição de uma tradição de ensino apenas transmissiva, ou seja, preocupada em fornecer ao aluno conceitos e regras prontas, que ele só tem que memorizar, e de uma perspectiva de aprendizagem centrada em automatismos e reproduções mecânicas.
Em 15 de outubro de 1827 foi promulgada a primeira Lei quedeterminava a criação de Escolas de Primeiras Letras. É em alusão a essa data que até hoje se comemora o dia do Professor. A referida lei estabelecia que nas escolas recém criadas, os professores ensinariam a:
Ler, escrever, as quatro operações de aritmética, prática dos quebrados, decimais e proporções, as noções mais gerais de geometria prática, gramática da língua nacional, os princípios damoral cristã e a doutrina da igreja católica apostólica romana proporcionada à compreensão dos meninos. Este regulamento, no entanto, não garantiu a instalação de escolas elementares em todas as cidades, vilas ou lugares populosos como se propunha. Em 1834 um Ato Adicional Constituição do Império desobrigou o governo central a cuidar das escolas primárias e secundárias, transferindo essa incumbênciaaos governos provinciais. O resultado dessa ação foi o adiamento do processo de alfabetização da população brasileira. Desde o fim do século XIX, especialmente com a Proclamação da República, a educação ganhou destaque como uma das utopias da modernidade. A escola, por sua vez, consolidou-se como lugar necessariamente institucionalizado para o preparo das novas gerações, com vistas a atender aosideais do Estado-Republicano, pautado pela necessidade de instauração de uma nova ordem política e social; e a universalização da escola assumiu importante papel como instrumento de modernização e progresso do Estado-Nação, como principal propulsora do "esclarecimento das massas iletradas". No âmbito dos ideais republicanos, saber ler e escrever se tornou instrumento privilegiado de aquisição desaber/esclarecimento e imperativo da modernização e desenvolvimento social. A leitura e a escrita – que até então eram práticas culturais, cuja a aprendizagem se encontrava restrita a poucos e ocorria por meio de transmissão assimétrica de seus rudimentos no âmbito privado do lar, ou de maneira menos informal, mais ainda precária, nas poucas "escolas" do Império ("aulas régias") – tornaram-se...
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