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INTRODUÇÃO

Este trabalho insere-se no âmbito da disciplina de Deficiências Cognitivas e Motoras, do curso de Especialização em Educação Especial, do ISCE de Mangualde.
Sempre que se fala em salas Teacch é lógico e óbvio que se fale no autismo, pois como sabemos elas foram criadas para dar resposta às necessidades de aprendizagem a indivíduos portadores de espectro do autismo.Assim e antes de avançarmos para o modelo Teacch, procuramos fazer uma breve abordagem ao que é o autismo e quais as suas características para que se possa compreender melhor o funcionamento das salas Teacch.
Neste sentido, o nosso trabalho foi elaborado em duas partes.
Na primeira parte fazemos, então, referência ao autismo em termos de evolução conceptual, bem como àscaracterísticas que estes indivíduos manifestam.
Na segunda parte do trabalho, salas Teacch, deu-se a conhecer o porquê da sua criação, como funciona, as estratégias, as actividades e ainda as reflexões das práticas educativas.
Foi, portanto, de todo pertinente, que se fizesse uma breve abordagem ao autismo para que o trabalho ficasse mais completo e nos ajudasse a conhecer e compreendermelhor o que são salas Teacch.
Actualmente, o autismo é concebido como uma perturbação pervasiva do desenvolvimento, as salas Teacch foram criadas para dar resposta às especificidades das crianças autistas.

AUTISMO: EVOLUÇÃO CONCEPTUAL

Ao abordarmos este tema deparámo-nos com a dificuldade de uma única definição dizer o que é o autismo, uma vez que existem várias definiçõesapresentadas por vários e diferentes autores.
Júnior (cit. por Schwartzman et Júnior. 1995), refere que a questão do autismo apresenta algumas dificuldades e é passível de controvérsia, uma vez que inclui um leque variado de doenças com diferentes quadros clínicos que têm como factor comum o sintoma autistico.
Melo (2007) afirma que o autismo ainda permanece um enigma para muitosprofissionais que se ocupam de crianças com este tipo de patologia.
Do grego “autos” que significa “o próprio”, crescido do sufixo “ismo” que remete para uma ideia de orientação, a palavra indica “latu sensu”, que quer dizer condição ou estado de alguém que manifesta tendência para o alheamento da realidade revelando uma atitude de permanente concentração em si próprio (cit. por Pereira e Serra, 2005).Foi na década de 40, concretamente em 1943, Leo Kanner quem utiliza o termo autismo para caracterizar e descrever onze crianças num artigo cientifico “Autistic Disturbances of Affective Contact” (Distúrbios autísticos do contacto afectivo), nas quais diagnosticou autismo Infantil (cit. por Loge, 1996). Essas crianças apresentavam um conjunto específico de características, nomeadamente anegação de Interacção Social, comportamentos bizarros e estereotipados e, resistência à mudança.
Júnior (cit. por Schwartzman et Júnior, 1995) afirma que a questão do autismo continuou a ser estudada por Kanner e em 1949, passou a referir-se ao quadro com o nome de “Autismo Infantil Precoce”, descrevendo-o como uma dificuldade no contacto com as pessoas, uma ligação especial a determinadosobjectos, alterações de linguagem e na comunicação Interpessoal.
Pereira e Serra (2005) referem que é interessante verificar que em 1944, um outro autor, Hans Asperger, faz referência a um conjunto de comportamentos apresentados por algumas crianças que pareciam apresentar características idênticas às que Kanner descreveu, usando a mesma designação de “autistas”. No entanto parece que Kannere Asperger não descrevem o mesmo tipo de criança, uma vez que a designação de Asperger é mais ampla e abrangente do que a de Kanner.
Entretanto, e com o decorrer do tempo, vão surgindo várias designações e vários investigadores que também se debruçaram sobre esta questão.
No final da década de 80 Lorna Wing (1988) identificou uma tríade de deficiências que, ainda hoje está presente nos...
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