Status atribuidos a mulher na sociedade

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Universidade Anhanguera – Uniderp
Centro de Educação a Distancia
Curso de Serviço Social

PSICOLOGIA SOCIAL E SERVIÇO SOCIAL
Desafio de aprendizagem

Relatório

STATUS ATRIBUIDOS À MULHER NA SOCIEDADE

Prof: Karem Angely Grubert Rojas

Catia Rejane Costa de Mello RA 2054021485


Rio Grande

2011Segundo a Bíblia Sagrada no livro do Gênesis cap.2:18, Deus cria a mulher para auxiliar o homem e servir-lhe de companheira. Embora coadjuvantes ao longo da história, muitas mulheres protagonizaram grandes feitos e tornaram-se exemplos em suas épocas. Com o surgimento e o desenvolvimento da sociedade humana surge o conjunto de valores e das normas sociais. No entanto a definição dos papéis para oshomens e para as mulheres ocorreram no período neolítico dentro das sociedades agrícolas, bem como, a divisão sexual do trabalho atrelado continuamente pela habilidade de reprodução da mulher, pelo fato de gerar e de amamentar. Isso contribuiu para sua subordinação ao homem, pois a partir dessa capacidade é que fora considerada frágil e inapta para assumir as rédeas e o comando do grupo familiar.Contudo, sabe-se que o ser humano vive em constante movimento, produz cultura, transforma o mundo e por ele é transformado, constrói, destrói e reconstrói continuamente a sociedade em que vive.
Nesse contexto, observa-se que o papel desempenhado pelas mulheres na sociedade veio se modificando de forma histórica. Em uma retrospectiva, pode-se adentrar nas mudanças sociais e decomportamentos ocorridas entre as eras. Logo que, a sociedade agrícola determinou o papel da mulher no meio social, aparecem as confrarias divididas em clãs, aldeias e tribos, período em que as mulheres representaram diversos papéis como de mães, rainhas, curandeiras, bruxas, conselheiras, chefe de tribo, enfim, personagens que foram definidos sobre uma linha histórico-cultural. Ruma-se para a erapré-capitalista, em que o modelo familiar era controlado pelo poder patriarcal, mas todos trabalhavam em uma mesma unidade econômica de produção, onde tanto o mundo do trabalho quanto o doméstico eram simultâneos. Dentro desse tipo de sociedade o homem assume o poder do chefe de família, sua autoridade estava agregada a sua força física e a seu poder de domínio. Surgindo com a idéia de posse dos bens, e agarantia de heranças dela para as gerações futuras, contribuindo para que os homens começassem a se interessar pela paternidade, dessa forma a mulher ficou cada vez mais subjugada aos interesses masculinos, no que diz respeito aos bens materiais, ao direito a heranças e na reprodução de sua espécie. A mulher então acaba por se tornar propriedade do homem, restrita aos afazeres domésticos, submissa aesse com apenas um intuito, o de perpetuar sua descendência.
Mesmo com a chegada da Revolução Industrial o modelo patriarcal prevalece, entretanto, o trabalho fabril se divide com o doméstico, em uma forma nuclear de família (pai, mãe e filhos), todavia as mulheres das camadas populares eram submetidas aos trabalhos nas fábricas engendrando sérias conseqüências para as crianças,ocasionando abalos nos laços familiares, tais acontecimentos ocorreram por volta dos séculos XVIII e XIX. As mães que trabalhavam nas fábricas não conseguiram conciliar dois trabalhos paralelos, causando sérios danos aos lares dessa camada trabalhadora, produzindo de maneira desastrosa o crescimento dos conflitos sociais. Na verdade houve uma incorporação subalterna do trabalho da mulher no mundo fabril,uma separação do doméstico e do remunerado fora de casa, tanto que a mão de obra feminina em fases de ampliação da produção era inserida junto à masculina e em épocas de crise a mesma substituía a mão de obra masculina pelo motivo de ser mais barata. Em todo processo da revolução industrial houve lutas entre mulheres trabalhadoras e homens, despontando assim a questão de gênero na batalha contra...
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