Sarau do teatro da trindade

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Sarau do Teatro da Trindade

Objectivos:

ajudar as vítimas das inundações do Ribatejo;
apresentar um tema querido da sociedade lisboeta: a oratória;
reunir novamente as várias camadas das classes mais destacadas, incluindo a família real;
criticar o ultra-romantismo que encharcava o público;
contrastar a festa com a tragédia.

Neste sarau, destacam-se doispersonagens:

Rufino
o bacharel transmontano;
o tema do Anjo da Esmola;
o desfasamento entre a realidade e o discurso;
a falta de originalidade;
o recurso a lugares-comuns;
a retórica é oca e balofa;
a aclamação por parte do público tocado no seu sentimentalismo.
Alencar
o poeta ultra-romântico;
o tema da DemocraciaRomântica;
o desfasamento entre a realidade e o discurso;
o excessivo lirismo carregado de conotações sociais;
a exploração do público seduzido por excessos estéticos estereotipados;
a aclamação do público.

N.B.: As classes dirigentes estão alheadas da realidade (nota-se isso pela indignação do Gouvarinho). Caracteriza-se a sociedade como sendo deformadapelos excessos líricos do ultra-romantismo.

A superficialidade das conversas, a insensibilidade artística, a ignorância dos dirigentes, a oratória oca dos políticos e os excessos do Ultra-Romantismo constituem os objectivos críticos do episódio do sarau literário do Teatro da Trindade. Ressalta a falta de sensibilidade perante a arte musical de Cruges, que tocou Beethoven e representa aquelespoucos que se distinguiam em Portugal pelo verdadeiro amor à arte e que, tocando a Sonata Patética, surgiu como alvo de risos mal disfarçados, depois de a marquesa de Soutal dizer que se tratava da “Sonata Pateta”, tornando-o o “fiasco” da noite. Nota-se que o público alto-burguês e aristocrata que assistia ao sarau é pouco culto, exaltando a oratória de Rufino, um bacharel transmontano, que faz umdiscurso banal cheio de imagens do domínio comum para agradecer uma obra de caridade de uma princesa, recorrendo ainda a artificiosismos barrocos e ultra-românticos de pouca originalidade, mas no final as ovações são calorosas demonstrando a falta de sensibilidade do povo português.
Sarau Da Trindade
A história Espaço Tempo

• Maria Eduarda regressa a Lisboa

Episódio de Sarau do Teatro daTrindade
• Ega e Carlos vão assistir ao sarau do Teatro da Trindade:
- a oratória de Rufino
- a declamação de Alencar
- o recital de Cruges
• Guimarães interpela Ega, pedindo explicações sobre a carta do
sobrinho Dâmaso
• Carlos dá uma tareia a Eusebiozinho
• Guimarães entrega o cofre de Maria Monforte a Ega para este o dar
a Carlos ou à irmã (Maria Eduarda)

Rua de S.Francisco

Teatro da Trindade

Largo da Abegoaria
Pelourinho (Hotel Paris)

Noite de Inverno
Focalização Interna

O episódio consta no capítulo VXI e caracteriza-se pela superficialidade dos temas das conversas, a insensibilidade artística, a ignorância dos dirigentes, a oratória oca dos políticos e os excessos do Ultra-Romantismo.
Este episódio tinha como objectivos, ajudar as vítimas dasinundações do Ribatejo; apresentar um tema querido da sociedade lisboeta: a oratória; reunir novamente as várias camadas das classes mais destacadas, incluindo a família real; criticar o ultra-romantismo que absorvia o público e contrastar a festa com a tragédia.
Pararam à porta do Teatro da Trindade no momento em que de um coche saía um sujeito. Passou junto dos dois amigos sem os ver, mas Egareconheceu-o. Carlos lembrou-lhe que era o tio do Dâmaso.
Ega e Carlos chegaram ao antessalão, quando ouvem um vozeirão, é Rufino. Carlos ficou junto com Teles da Gama, que não passara da porta.
No Teatro, cerravam-se “filas de cabeças, embebidas, enlevadas, atulhando os bancos de palhinha até junto ao tablado onde dominavam os chapéus de senhoras picados por manchas claras de plumas ou flores”....
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