Resumo preconceito linguistico

RESUMO DO LIVRO:
PRECONCEITO LINGUISTICO: O que é, e Como se faz?
Apresentação
Bagno defende a idéia de que a linguística não se atem apenas à gramatica normativa, que até hoje é defendida por muitos gramáticos, como a única forma correta de se falar e escrever.
A língua portuguesa, nas palavras de Bagno, é como um rio e a gramatica normativa, um igapó (pequena poça de água as margens dorio), ou seja, a gramatica é uma pequena parte da infindável, pois sempre muda e se atualiza, e riquíssima língua portuguesa.


CAPITULO I: A MITOLOGIA DO PRECONCEITO LINGUISTICO

Em nossa sociedade temos uma onda de bandeiras contra os mais diversos tipos de preconceitos, alguns deles são o racial, o social, o sexual, e etc.. Porem existe um tipo de preconceito que na sociedade, estáarraigado e não estamos dando a devida atenção, o preconceito linguístico. Preconceito que se estabelece com a ajuda da mídia, e tem sua base em mitos.
Nos textos a seguir o autor alerta quais são esses mitos e como desmistificá-los.

MITO Nº 1- “A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”
O autor adverte que este, é o maior e mais sério dos mitos queengana até mesmo famosos intelectuais, críticos e pessoas de opinião publica, geralmente observadoras de fenômenos sociais. É o mito de que e a única e correta forma da linga portuguesa é a regrada pela gramatica normativa que aprendemos no contexto escolar e em livros didáticos.
A maior parcela da população não tem acesso ao aprendizado desta norma padrão, sendo assim a minoria é que detém oconhecimento e se aproveita da situação. Pois utilizam desta norma para promulgar informações.
A autora Stella Maris Bortoni Ricardo alerta para que não se confunda a idéia de “monolinguíssimo” com a de “homogeneidade linguística”. Ou seja, falarmos o mesmo idioma ou dialeto, não significa ter apenas uma forma de língua portuguesa, pois a mesma muda de pessoa pra pessoa, lugar para lugar e etc.Desconsiderar a grande variedade linguística seria anular a riqueza cultural do nosso país, como o próprio autor citou ironicamente, afirmar que a língua correta é a Norma padrão é dizer que os que não falam de acordo com esta norma são os “sem língua”.
Neste cenário até mesmos os próprios estudantes ao iniciarem o percurso escolar, veem a língua regrada pela gramatica normativa, como uma línguaestrangeira de acordo com o autor.
É ignorância se ater a idéia de que nossa língua se restringe apenas á gramatica normativa e descartar a diversidade e riqueza cultural que temos em nosso país.



MITO Nº 2: “Brasileiro não sabe português/ Só em Portugal se fala bem português”
De acordo com próprio autor essas são duas concepções ultrapassadas e distorcidas, como “duas faces de umamoeda enferrujada”, sendo passada de geração em geração e que vigora até hoje.
É como a mesma concepção extremamente ultrapassada e preconceituosa de que o Brasil é um país subdesenvolvido devido a grande mistura de raças, e consequentemente, não tem uma língua própria devido à mistura de línguas.
Exemplo dessa visão preconceituosa é o grande numero de estudiosos renomados que perlongam porgerações com as mesmas criticas, de que o português um dia não existirá, ou que estamos assassinando o português, fato que até hoje não vemos concretizados. Niskier critica os brasileiros, afirmando que a maior parte da população não tem gosto pela leitura.
Brasileiro sabe português sim. A diferença é que o nosso português não tem que ser o mesmo de Portugal. Pesquisas mostram que em muito sediferem essas duas línguas, os pronomes são bem diferentes, a forma de pronuncia dos vocábulos, e etc., pois temos uma grande mistura de povos, e consequentemente o estrangeirismo vai se agregando a língua. O autor cita também a questão dos artigos o/a. Não estamos acostumados a falar eu o vi, ou, eu a vi, o mais comum é eu vi ele, ou, eu vi ela, forma de falar que escutamos desde crianças e que...
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