Resenha a era dos direitos completa

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1. PRIMEIRA PARTE.
1.1. Sobre os fundamentos dos direitos do homem.
No primeiro capítulo deste livro, Norberto Bobbio fala sobre os problemas do
fundamento absoluto dos direitos do homem, ele investiga se há uma norma válida que reconheça esse fundamento absoluto e qual é essa norma. Norberto explica que o fundamento absoluto nada mais é do que a ilusão de que de tantoacumular e elaborar razões e argumentos, terminaremos por encontrar a razão e o argumento irresistível, ao
qual ninguém poderá recusar a própria adesão. Explica-se também que o fundamento
absoluto é o fundamento irresistível no mundo de nossas idéias e diante desse fundamento irresistível, a mente se dobra necessariamente. Nos dias de hoje, essa ilusão de fundamento absoluto já não é possível, apesarde ter sido comum durante séculos aos jusnaturalistas, por alguns motivos segundo Bobbio: um deles é que, direitos do homem é uma expressão muito ampla e todas as definições consistem em dizer a mesma coisa por diversos meios, como se vê no livro algumas definições: “Direitos do homem são os que cabem ao homem enquanto homem.” (pag. 17). “Direitos do homem são aqueles que pertencem, ou deveriampertencer, a todos os homens, ou dos quais nenhum homem pode ser despojado.” (pag.17). “Direitos do homem são aqueles cujo reconhecimento é condição necessária para o aperfeiçoamento da pessoa humana, ou para o desenvolvimento da civilização, etc., etc.” (pag.17). Outro problema enfrentado é o fato de que os termos usados para avaliar são interpretados de formas diferentes conforme o intérprete, oque nos leva a vários conceitos genéricos e que por fim acabam sendo aceitos. Ainda no primeiro capítulo, Norberto Bobbio fala também sobre direitos fundamentais, que são os direitos acerca dos quais há a exigência de não serem limitados nem diante de casos excepcionais, nem com relação a esta ou aquela categoria, no livro há algumas citações de direito fundamentais: “É o caso, por exemplo, dodireito de não ser escravizado e de não sofrer tortura. Esses direitos são privilegiados porque não são postos em concorrência com outros direitos ainda que também fundamentais.” (pag. 20). Norberto afirma que não existem direitos fundamentais por natureza e o que parece fundamental numa época e numa determinada civilização não é fundamental em outras épocas e em outras culturas. Por fim, NorbertoBobbio termina o capitulo afirmando que o problema fundamental em relação aos direitos do homem, hoje, não é inteiramente o de justificá-los, mas sim o de
protegê-los. Ele fala que não se trata de um problema filosófico, e sim de um problema político.
1.2. Presente e futuro dos direitos do homem.
Neste capítulo, Norberto Bobbio começa falando sobre a Declaração Universal dosDireitos do homem e o que ela representa que é segundo ele a manifestação da única prova da qual um sistema de valores pode ser considerado humanamente fundado e, por tanto, reconhecido. Ele afirma que há três modos de fundar os valores: Um desses modos é deduzir de um dado objetivo constante. O outro é o apelo à evidência que segundo Bobbio tem o defeito de se situar para além de qualquer prova e dese recusar a qualquer argumentação possível de caráter racional. O terceiro e último modo de justificar os valores consiste em mostrar que eles são apoiados no consenso, o que significa que um valor é tanto mais fundado quanto é aceito. Norberto Bobbio diz que as Declarações nascem como teorias filosóficas e que elas são divididas em três fases, historicamente falando. Uma dessas fases deve serbuscada na obra de filósofos, como por exemplo, John Locke que segundo ele “O verdadeiro estado do homem não é o estado civil, mas o natural, ou seja, o estado de natureza no qual os homens são livres e iguais, sendo o estado civil uma criação artificial, que não tem outra meta além da de permitir a mais ampla explicitação da liberdade e da igualdade natural”. (pag. 28). Ainda sobre igualdade e...
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